Walker’s Haute Route - Dia 9 - Cabane du Mont Fort até Martigny

Walker’s Haute Route – Dia 9 – Cabane du Mont Fort até Martigny

Nono dia da Walker’s Haute Route. Depois de um dia de trekking puxado e alguns sustos (leia mais aqui), decidimos que pegaríamos mais leve nesse dia. O plano inicial era fazer toda a trilha da Cabane du Mont Fort até Le Châble, cerca de 14 km e mais de 1630 metros de descida rumo à parte mais baixa do vale. Pra poupar os joelhos com descidas intermináveis, decidimos fazer somente a parte da trilha da Cabana até a estação do teleférico Les Ruinettes e de lá, desceríamos de teleférico até Verbier e em seguida até Le Châble.

Em dias normais, essa seria uma das vistas mais incríveis de todo o trekking. Entretanto, a neblina dominava tudo! Não dava pra ver quase nada!
Em dias normais, essa seria uma das vistas mais incríveis de todo o trekking. Entretanto, a neblina dominava tudo! Não dava pra ver quase nada!

Arrumamos nossas coisas, preparamos as mochilas e descemos para tomar café. O café da manhã foi bem simples, mas bem saboroso. Lá eles serviram o pão mais caseiro do trekking todo (hummm!), acompanhado de manteiga, geleia, leite, aveia e café solúvel. 

Saída da Cabane du Mont Fort. A neblina estava tão forte que não dava pra ver pra qual direção a gente estava indo.
Saída da Cabane du Mont Fort. A neblina estava tão forte que não dava pra ver pra qual direção a gente estava indo.

Saímos da cabana e demos de cara com uma neblina que cobria tudo. Não dava pra ver nada em um raio de 10 metros. A gente mal sabia a direção pra onde ir. Tivemos que recorrer ao aplicativo Maps.me, onde a gente tinha acesso ao mapa ‘offline’, e mesmo assim, a gente não tinha 100% de certeza que estava indo para o caminho correto. A gente escolheu um caminho e tomou rumo. O objetivo era chegar até a estação do teleférico Les Ruinettes.

Cabane du Mont Fort até a Estação Les Ruinettes (118.1 de 135 km)

Parece um cenário de poesia, não?
As nossas queridas companheiras durante vários momentos do trekking.

Felizmente, a caminhada até a estação Les Ruinettes foi bem tranquila. Pra falar a verdade, foi gostoso caminhar com neblina e chuva fraca. Tivemos tempo pra conversar, refletir, pensar. A maior parte da trilha era uma estrada de terra, tinham pedaços dentro de fazendas. As vacas e os seus sinos estavam presentes durante todo o caminho. Elas ficavam umas próximas das outras, talvez por causa da neblina, ou do frio, ou da chuva, ou pelo conjunto de tudo isso.

Vila de Verbier do alto do teleférico. Pra chegar em Martigny, a gente tinha que pegar um trem.
Vila de Verbier do alto do teleférico.

Chegamos no teleférico e por ter dormido na Cabana du Mont Fort, todo o trajeto até Le Châble seria gratuito. Não sei dizer mais depois de centenas de quilômetros andando, fazer uma descida de teleférico foi muito satisfatório. Do alto, a gente conseguiu ver um pouco do cotidiano dos habitantes locais. Crianças correndo nos pátios das escolhas, pessoas andando nas ruas, passeando com seus cachorros. A descida de teleférico foi sem dúvidas uma bom experiência.

Já em Le Châble, o plano seria ir para Martigny de trem, mas antes paramos no supermercado pra comprar alguma coisa pra comer. Era o primeiro supermercado depois de dias nas montanhas. Encontrar um supermercado foi como se a gente tivesse encontrado um oásis no meio do deserto. Compramos chocolates, frutas, itens de higiene pessoal, enfim, tiramos o atraso da civilização por completo. O ápice do deslumbre foi a compra de uma caixa com 12 nhá benta gigantes, com casquinha de chocolate amargo fininha e crocante e merengue bem cremoso. Ficou com água na boca? A gente também… e foi por isso que comemos tudo em menos de 5 minutos – foram as melhores nhá bentas das nossas vidas (sem exagero, o chocolate suíço é de outro mundo!). Não nos julgue, sei que você faria o mesmo (ehehhe)!

Le Châble até Martigny (trem)

Fomos em direção a estação de trem que ficava no pé do teleférico e compramos nossas passagens. A viagem de trem foi muito tranquila até Martigny, uma cidade bem antiga que remonta aos tempos romanos e que aparentemente tinha muita coisa pra ver e conhecer. Foi uma das maiores cidades que visitamos no trekking, talvez a maior. Depois de 8 dias de trilhas, vimos pessoas de terno, prédios, restaurantes, várias opções de supermercado. A gente até estranhou um pouco esse nível de infraestrutura.

Entretanto, Martigny seria somente um ponto de parada e de descanso. Não chegamos a conhecer as atrações da cidade (entre elas um forte medieval datado do século V). Ficamos no Hôtel de la Poste, arrumando as coisas e descansando para o último dia de trekking. Aproveitamos pra lavar todas as roupas também. Enfim, foi um dia de reorganização mental, física e material.

QUER APOIAR O FÉRIAS CONTADAS??

Você pode apoiar o nosso filho Ferias Contadas de várias formas: curtidas, comentários e compartilhamento dos posts, inscrição na newsletter e o céu é o limite (até massagem no pé tá valendo hehehe)!

CLIQUE AQUI pra saber como!

Deixar uma resposta