Vamos falhar mais?

Em um dia de conversa fiada com a Gabriela, a gente se deparou com o seguinte pensamento: qual tipo de experiência te faz mudar e evoluir para um novo estágio de vida? Aquela experiência que você tenta e não consegue…

Em um dia de conversa fiada com a Gabriela, a gente se deparou com o seguinte pensamento: qual tipo de experiência te faz mudar e evoluir para um novo estágio de vida? Aquela experiência que você tenta e não consegue alcançar o objetivo que você definiu ou aquela que você tenta e consegue de primeira? Parece papo motivacional, de produtividade ou qualquer coisa do tipo. Mas não é. A pergunta se aplicava a uma das nossas viagens, mais precisamente quando a gente tentou alcançar o cume do vulcão Concepción, na Nicarágua.

Pera que eu vou explicar. Bem resumidamente (a gente conta tudo mais detalhado aqui), a gente tentou subir o vulcão Concepción, mas não conseguiu chegar ao cume, localizado a 1600 metros de altura. Era a nossa primeira experiência com esse tipo de atividade. Na volta da subida, a sensação de não ter conseguido bateu pesado na gente. Aquilo me fez pensar. Como que eu, um jovem com 28 anos, sem maiores problemas de saúde, não conseguiu subir? Não… eu não podia aceitar, meu orgulho estava ferido.

O orgulho ficou tão sentido que dali pra frente a gente mudou nossa alimentação, começou a fazer hiking e a subir tudo que era montanha ao redor de Montreal. Em todas as viagens que fizemos depois da Nicarágua, a gente sempre colocava alguma atividade física, uma montanha ou uma trilha. O ponto alto disso tudo foi subir um vulcão 5 vezes maior do que o Concepción, o Cotopaxi, e conseguir chegar ao cume a incríveis 5897 metros. E a gente não planeja parar por aí…

A moral da história é que às vezes falhar pode trazer mais resultados do que alcançar o objetivo de primeira. Não sei se ter alcançado o cume do Concepción me faria acordar para a vida e buscar uma vida mais saudável. Talvez sim, mas provavelmente não da mesma forma, ou com a mesma intensidade. Falhar no final das contas, trouxe muitas coisas positivas. Vamos falhar mais?

Gostou do post?

Você acha que ele pode ser útil pra mais alguém? Compartilhe! E olha, o post não acaba por aqui. Estamos curiosos pra saber as suas sugestões, opiniões e dúvidas aqui embaixo nos comentários!

Quer apoiar o Férias Contadas?

Sabe aquela coisa de que você não precisa ser milionário pra ajudar os projetos que você acredita? Pois bem! É assim que a gente funciona. Você pode apoiar o nosso filho Ferias Contadas de várias formas: curtidas, comentários e compartilhamento dos posts, inscrição na newsletter, apoio financeiro e o céu é o limite (até massagem no pé tá valendo hehehe)!

Quer apoiar a gente? CLIQUE AQUI pra saber como!

Deixe um comentário!