Trilhando o Rucu Pichincha – O Guia Completo

Quer saber tudo sobre a trilha em ao cume do Rucu Pichincha? A gente preparou um livreto que vai responder todas as suas peguntas...

Trilhando o Rucu Pichincha – O Guia Completo

Assinando a nossa newsletter, você pode baixar gratuitamente o livreto "Trilhando o Rucu Pichincha - O Guia Completo.

Este post é um dos guias mais completos sobre a trilha até o cume do Rucu Pichincha. Nele você vai encontrar as informações e as dicas necessárias para concluir com segurança e sucesso o seu hiking pela região.

A gente vai te dar uma visão geral da trilha pelo Rucu Pichincha e responder as perguntas mais frequentes como, por exemplo, melhor época para ir, custo, mal de altitude, dentre outras coisas!


Por Assunto


Mais sobre o Rucu Pichincha

Início da trilha até o cume do Rucu Pichincha, Quito.
Início da trilha até o cume do Rucu Pichincha, Quito.

Rucu Pichincha, que significa “velho vulcão” em Quéchua, é um vulcão inativo localizado nos arredores de Quito. Seu cume está a 4698 metros de altitude em relação ao nível do mar. Sua última erupção foi em 1859 causando destruição à cidade de Quito na época.

Trilha que leva ao cume do Rucu Pichincha, Quito.
Trilha que leva ao cume do Rucu Pichincha, Quito.

A trilha (ida e volta) ao cume é em torno de 10 km e pode demorar de 4-5 horas para ser percorrida. O Rucu Pichincha é também um dos melhores pontos de partida para aclimatação se você pretende fazer outras montanhas no Equador.

Qual é a melhor época do ano para ir?

Pra falar a verdade não existe época ruim para subir ao cume do Rucu Pichincha. A época seca vai de junho à agosto e de dezembro à fevereiro, sendo os melhores meses para escalar devido as condições climáticas favoráveis. Em algumas épocas do ano, pode nevar e o uso de equipamento especial pode ser necessário, assim como roupas mais apropriadas.

Neblina é algo bem comum a essa altitude e já li relatos de pessoas se perderam por lá. Então, mais importante do que quando ir, é checar a previsão do tempo para o dia e não se arriscar quando as condições do tempo estiverem ruins.

Como chegar?

O ponto base da trilha ao cume do Rucu Pichincha é o teleférico da cidade de Quito, chamado TelefériQo. Pra chegar lá, a melhor forma possível é de táxi. Simples assim. Você vai gastar algo em torno de 5 dólares saindo do centro histórico. Existe também a opção de ir com transporte público. A principal parada de ônibus perto do teleférico é a Antonio Jose de Sucre Y N25. Dá uma olhadinha no Google Maps pra saber os horários.

Entrada do TelefériQo, Quito.
Entrada do TelefériQo, Quito.

Para usar o teleférico, estrangeiros devem pagar uma entrada de USD 8.50 ida e volta (em 2019). Só guarda o comprovante de pagamento para a volta, pois ele vai ser exigido. Se você quer saber mais sobre horários de funcionamento ou como chegar a estação do teleférico da forma mais simples, você pode acessar o site teleferico.com.ec.

Vista na subida do teleférico.
Vista na subida do teleférico.

Recomendo chegar bem cedo, se der esteja já na entrada do teleférico na hora de abertura para o dia que você planeja atacar o cume. Você vai pegar a trilha vazia e vai voltar com tempo para descansar. Chegar ao topo tarde, pode significar voltar tarde e pode ficar meio perigoso pegar a trilha, principalmente quando não há mais luz do sol.

Qual o nível de dificuldade? Devo estar em forma?

Mesmo sendo um hiking de fácil acesso e aparentemente fácil, subir ao cume do Rucu Pichincha pode ser bem exigente. Primeiro, você tem o efeito da altitude. Se não estiver bem aclimatado, você vai sentir o efeito da altitude e isso pode ser bem perigoso em alguns casos (falo mais sobre isso no próximo tópico). Tirando a altitude, a parte final da trilha é bem técnico, sendo necessário muito cuidado, pois, você vai ter que quase escalar a encosta do vulcão. Pedras podem se soltar a qualquer momento e isso pode ser no mínimo perigoso.

Parte final da trilha, onde começa a ficar um pouco mais perigosa e sem marcações.
Parte final da trilha, onde começa a ficar um pouco mais perigosa e sem marcações.

Li em vários lugares que o Rucu Pichincha é uma das montanhas que mais se resgatam pessoas. Isso se dá principalmente pelo fato que pessoas sem nenhum preparo acham que conseguem encarar o vulcão e descobrem que não da pior forma possível.

Se você já faz hiking ou trekking com regularidade e está acostumado com escaladas leves, vai achar o Rucu Pichincha bem tranquilo. Mas se você nunca fez nada, nem academia gosta de ir, a gente não recomenda que você se arrisque a subir ao cume do Rucu Pichincha.

Com relação ao mal de altitude, devo me preocupar?

Com certeza! Você vai sentir a falta de ar já a partir do início da trilha, na saída do teleférico à cerca de 4000 metros. O importante é sempre manter um ritmo tranquilo e constante, beber bastante água e não acelerar ou querer chegar o mais rápido possível ao cume. Por isso é importante chegar cedo e fazer a trilha com calma. Mal de altitude é coisa séria e pode matar se não evitado ou tratado.

E com relação à segurança (assaltos, furtos, etc…)?

Um tópico muito recorrente relacionado ao Rucu Pichincha é a questão da segurança. Anos atrás, turistas eram desaconselhados a fazer o hiking ao cume do vulcão devido a falta de segurança na trilha. Vários relatos de assaltos e violações graves foram reportados em fóruns, principalmente por volta do ano de 2010. Entretanto, o governo local tomou várias providências e agora a trilha é completamente segura e altamente frequentada por turistas e habitantes locais. Ainda se recomenda fazê-la em grupo (mais de uma pessoa).

Já com relação à segurança ou dificuldade da trilha, eu diria que é de moderado a difícil. Não são exigidos nenhum equipamento técnico de escalada, mas a precaução é sempre bem-vinda, principalmente na parte final da subida ao cume. Como a trilha não é bem sinalizada nessa parte, a subida fica complicada. Além disso, existe o perigo constante de pedras caírem do alto e atingirem as pessoas que vem abaixo. Eu recomendaria a utilização de um capacete de escalada no mínimo.

Preciso de um seguro de viagem especial?

Devido ao nível de dificuldade e às características geográficas do hiking, se recomenda fortemente a contratação de um bom seguro de viagem. Isso vai fazer você economizar com taxas relacionadas à hospitalização, resgate, remédios etc., e de quebra, pode salvar a sua vida, literalmente.

É muito provável que o seu seguro de viagem da empresa, privado ou do cartão de crédito não cubra acidentes e despesas médicas decorrentes de atividades como hiking durante sua viagem. Então, a primeira coisa que a gente recomenda é verificar diretamente com o seu seguro se ele cobre esse tipo de atividade.

Caso contrário, você irá precisar de um bom seguro de viagens que cubra qualquer acidente. Existem vários bons seguros de viagem que vão garantir sua segurança durante a trilha ao cume do Rucu Pichincha. A gente, entretanto, recomenda o seguro de viagem da WorldNomads. Ter um bom seguro de viagem vai fazer você economizar com taxas relacionadas à hospitalização, resgate, remédios, etc., e de quebra, pode salvar a sua vida, literalmente!

Preciso de alguma permissão especial?

Definitivamente não. O governo do Equador não impõem nenhum tipo de restrição quanto à subida ao cume do vulcão Rucu Pichincha. Vai de cada um a decisão de ir ou não ir.

É uma boa ideia contratar um guia?

A resposta simples é não. É totalmente possível chegar ao cume e fazer a trilha com toda a segurança possível sozinho sem um guia que conhece o local, assim como a gente fez. Agora, se você sente mais confiança com um guia, aí você pode contratar um. Vimos vários grupos com guias, muitos em preparação/aclimatação para as demais montanhas, como Cotopaxi ou Chimborazo. Se for contratar algum guia, sugiro fortemente que você consulte o site da ASEGUIM, a associação de guias de montanhas do Equador.

Devo usar um mapa?

Não. No máximo um aplicativo de mapas offline com GPS (recomendamos o Maps.me) pra se localizar em algum momento da trilha. Grande parte da trilha é bem sinalizada ou bem marcada. Somente a parte final, já perto do cume, merece uma atenção especial. Nada que vá fazer você se perder ou coisa do tipo. Além disso, devido a popularidade da trilha, você sempre vai encontrar pessoas pelo caminho pra perguntar se está na direção correta.

Agora fique atento às condições do tempo. Em dias com mais neblina, pode ficar mais complicado encontrar o caminho correto e já houve relatos de resgates de pessoas nessas condições. Não se arrisque e se ver que as coisas estão ficando complicadas, volte para um lugar seguro até as coisas melhorarem.

O que devo vestir? Algum equipamento especial?

É muito difícil dizer tudo que você precisa levar em uma resposta simples. Resumidamente, nada além do que você levaria para um hiking. Entretanto, a gente compilou um guia detalhado pra te ajudar a levar o essencial para a trilha até o cume do Rucu Pichincha.

O que levar para comer?

Tudo que você vai precisar são algumas barrinhas de serais, frutas e um sanduíche para comer no cume. Nada mais nada menos. Leve pelo menos 2L de água, pois não existe nenhuma fonte de água na trilha para você reabastecer a garrafa.

E qual o custo pra fazer a trilha ao cume do Rucu Pichincha?

Agora que você já sabe de tudo sobre o Rucu Pichincha, você deve estar se perguntando quando custa fazer o cume. Fica tranquilo, que não vai sair nada caro.

Espere gastar algo em torno de 30 dólares com táxi, bilhete do teleférico e comida (não estou considerando a compra ou aluguel de equipamentos, etc.). É uma atividade barata que fica pertinho de Quito, e que vai te trazer vistas incríveis e uma experiência inesquecível.

Vai enviar dinheiro para o exterior? Pra isso, use o Transferwise.

Gostou do post?

Você acha que ele pode ser útil pra mais alguém? Compartilhe! E olha, o post não acaba por aqui. Estamos curiosos pra saber as suas sugestões, opiniões e dúvidas aqui embaixo nos comentários!

Quer apoiar o Férias Contadas?

Sabe aquela coisa de que você não precisa ser milionário pra ajudar os projetos que você acredita? Pois bem! É assim que a gente funciona. Você pode apoiar o nosso filho Ferias Contadas de várias formas: curtidas, comentários e compartilhamento dos posts, inscrição na newsletter, apoio financeiro e o céu é o limite (até massagem no pé tá valendo hehehe)!

Quer apoiar a gente? CLIQUE AQUI pra saber como!

Deixe um comentário!