Rafting no rio Pacuare

Arrumamos as coisas e fomos para a recepção esperar o nosso transporte. Isso era por volta das 6 da manhã. Destino final? Rio Pacuare. Era a nossa primeira vez fazendo rafting. Pra quem não conhece, o Rio Pacuare é um dos melhores para à prática do esporte. Os níveis de dificuldade são elevados e talvez não seja o melhor rio para iniciantes. Ignoramos essa última frase, e decidimos tentar.

Posts relacionados

O famoso Gallo Pinto, prato típico da Costa Rica.
O famoso Gallo Pinto, prato típico da Costa Rica.

Depois de umas 2 horas de carro, chegamos ao ponto de encontro na cidade de Siquirres. Lá tomamos café da manhã. Falando no café da manhã… extraordinário! Além de frutas, iogurte, ovos e pão, provamos o famoso Gallo Pinto, que é basicamente arroz e feijão com um tempero gostoso, apimentado na medida. Esse é o prato nacional da Costa Rica, um pouco como a nossa feijoada.

Mais sobre o rafting no Rio Pacuare

O rafting no rio Pacuare é um dos mais procurados do mundo. Suas corredeiras são consideradas de classe III-IV, o que significa níveis de dificuldade intermediários à avançados. Fechamos todo o passeio com a Exploradores Outdoors. Pagamos 99 USD por pessoa e estava tudo incluso café da manhã, almoço, transporte ida e volta e o próprio rafting. Como disse mais acima, nunca tinha feito rafting na minha vida. Foi ai que os guias foram essenciais. Eles ensinaram tudo e como iniciante, não tive nenhuma dificuldade.

Lembra da parte que nunca tínhamos feito rafting na vida? Aparentemente, era a mesma situação de todos os presentes. O guia até deu uma risadinha como se quisesse dizer: fu… Ele pelo menos tentou explicar todos os procedimentos e comandos usados no rafting. Basicamente o que deveríamos saber era: adiante, significava remar para frente; para trás, remar para trás; adentro, seria para todos entrarem no bote em caso de ondas muito fortes e outros que eu não me lembro e mesmo na hora não soube executar, pois, não sabia do que se tratava.

Pra marinheiro de primeira viagem, estava muito empolgado sem me importar muito com o tamanho das quedas d’água ou com as rochas. Em uma certa altura do campeonato, já executava com maestria os comandos dados pelo guias, que ficavam na parte traseira do bote. Estávamos curtindo cada metro cúbico de água (é só olhar pela minha cara na foto mais abaixo).

Rafting no rio Pacuare, Costa Rica.

O almoço no meio da floresta foi outro ponto forte. Ele foi servido em pequenas tendas na margem do rio. O lugar era lindo, bem rústico e dava para ouvir os animais e sentir o ar puro da floresta. No cardápio: burrito com vários acompanhamentos, abacaxi e refresco de limão.

Esse movimento com os remos (foto acima) era para comemorar quando se conseguia sair de uma corredeira sem maiores problemas.

Terminado o almoço e após várias corredeiras, chegamos a um local bem calmo onde o guia permitiu um mergulho rápido. Foi perfeito, todos pularam do bote para aproveitar a água. Foram só alguns minutos sendo levados pela correnteza, mas valeu a pena cada instante. A visão não poderia deixar a desejar: paredões de rocha e floresta de todos os lados. O difícil foi entrar novamente no barco. O movimento era simples: pegar a pessoa pelo colete e puxar como se não houvesse amanhã. No final, funcionou para todo mundo.

Depois de várias corredeiras, já me sentia profissional! Olha aí minha cara…

O percurso terminou no ponto de partida onde tomamos uma ducha, nos trocamos e nos preparamos para partir para Puerto Viejo. O dia havia sido intenso. Um dia de “primeiras vezes”. Uma enxurrada de novas experiências. Algo que não poderíamos imaginar e que ficou guardado na memória.

Deixe um comentário!