Nosso Roteiro pelo Peru – Vale Sagrado dos Incas

Se tem alguma coisa que você tem que visitar indo pra Cusco é o Vale Sagrado dos Incas. Você vai ter uma amostra do que os Incas foram capazes de fazer durante a sua época de ouro, e é também um bom preparativo para o ponto alto da viagem ao Peru, Machu Picchu. Nesse post a gente vai mostrar o que fazer no Vale Sagrado, ou pelo menos o que a gente curtiu e fez por lá.


Por Assunto:

  1. Como chegamos
  2. O que fizemos

Como chegamos

Na época visitamos o Vale Sagrado em duas oportunidades: primeiro dia visitamos as ruínas de Moray e as Salineiras de Maras. No segundo dia, fizemos as demais ruínas, visitando Chinchero, Písac e Ollantaytambo. Hoje em dia, dei uma pesquisada e vi que é possível fazer várias variações de percurso. O que não mudou é que os passeios são oferecidos por quase todas as agências de Cusco. A gente mesmo reservou em uma qualquer no meio da cidade. Acho que você consegue também com o hostel.

✅ Dica: O que aconselho é pensar nas suas opções. No nosso caso, queríamos ir para Machu Picchu, mas não queríamos ir de trem saindo de Cusco, pois os preços dos bilhetes estavam muito caros. A solução? Pegar um trem de Ollantaytambo para Aguas Calientes. Mas como chegar em Ollantaytambo? Foi aí que pensamos no passeio do vale sagrado. No segundo dia de visitas ao vale sagrado, ficamos em Ollantaytambo e deu tudo certo. Use esses passeios pra beneficiar seu itinerário na viagem.

O que fizemos

Chinchero

Normalmente as agências te levam a Chinchero primeiro antes de ir para as ruínas. Chinchero é pequena cidade localizada à cerca de 30 km de Cusco. A cidadezinha é conhecida pela confecção de tecidos feitos com lã de Alpacas. Paramos em uma casa onde nos mostraram como se fabricam as peças e como são extraídas as cores de diferentes elementos naturais. Essa parte foi interessante, lembro como se fosse hoje, a explicação de como a cor vermelha é extraída. Pena do inseto que serviu de cobaia!

Ruínas de Pisac

No caminho até Písac, já era possível ver grandes terraços no alto da montanha. Muito provavelmente usados na agricultura séculos atrás. Paramos em uma pequena feira de artesanatos antes de efetivamente ir para as ruínas. Tirando Machu Picchu, Písac foi uma das ruínas mais legais que visitamos, mesmo tendo pouco mais de 30 minutos para vê-las. Sim, esse é o tempo médio que as agências vão ficar em cada atração. Se você não gosta do ritmo, sugiro fortemente tentar ir por conta própria, por meios alternativos e gastar o tempo necessário em cada lugar. Lição dada, lição aprendida para todas as outras viagens que fizemos em seguida.

Voltando à Písac… As ruínas são monumentais. Os terraços lembram aqueles campos de arroz que vemos em fotos na China e Vietnã. É tudo muito grande, bem construído. As trilhas que contornam as montanhas são outro atrativo. Elas são largas, passando em alguns lugares por túneis e por locais onde a altura impressiona. Como tínhamos muito pouco tempo, saímos correndo para chegar o mais longe possível. No final, vimos muito de Písac e de quebra fizemos um pouco de exercícios! Mas ficou aquela sensação de muito mais à ser explorado. Fica para uma próxima oportunidade!

Ollantaytambo

Em Ollantaytambo tivemos tempo suficiente para explorar as ruínas e ainda pegar uma explicação do local com a nossa guia. Ela nos mostrou um suposto rosto inca esculpido nas montanhas e explicou como era usadas cada uma das principais ruínas do local. Foi muito interessante! A vista lá de cima era fenomenal e o templo, chamado Templo do Sol, que fica no cume é de cair o queixo com a perfeição com que as pedras se encaixam e por sua robustez.

Outro ponto positivo da visita à Ollantaytambo são as vistas do vale. Ainda hoje, o vale é usado para a agricultura e ver o vale verdinho até onde a vista alcança é coisa difícil de explicar. No nosso caso, ainda tivemos o pôr do sol pra deixar a vista ainda mais incrível.

Moray

Moray foi pra mim as ruínas que mais chamaram a atenção. O formato dessas ruínas é o que me faz tem um carinho especial por Moray. Você chega em uma parte mais elevada e logo de cara, você encontra ruínas em um formato super estranho (diria em formato de cuia? ou pera?) de centenas de metros de extensão e diâmetro, fincadas no vale. Minha mente explodiu quando eu vi esse lugar.

Pela explicação do guia, Moray era uma espécie de criador de micro-climas. Pra você ter uma ideia, a diferença de temperatura da parte mais alta até a parte mais profunda das ruínas pode chegar a 15 graus. Muitos chegam a dizer que os Incas usavam Moray como um laboratório para testar diferentes tipos de cultura. Se isso é verdade ou não, Moray continua sendo incrível.

A gente tinha pouco tempo pra conhecer e todo mundo já estava meio cansado. Não pensei duas vezes, desci correndo, pra tentar ver tudo que podia no menor tempo possível. Valeu a pena! Ainda vimos várias pessoas sentadas no centro de uma das ruínas praticando meditação. Se você curte penso que deve ser uma experiência bem interessante.

Salineras de Maras

As Salineras de Maras nada mais é do que várias pequenas piscinas construídas ainda na época dos antigos povos antigos e de onde se extraía e ainda se extrai sal. Incrível né? Mais incrível é o tamanho disso. São centenas, talvez milhares dessas piscinas que você já consegue ver da estrada que dá acesso às ruínas. Vale a pena a visita.

Conclusão sobre o Vale Sagrado

Ta aí um lugar legal pra se visitar sem pressa. Pena que muitas agencias fazem quase todos os pontos no mesmo dia e acaba que resta só um pouquinho de tempo pra cada atração. Lembro de falar isso 10 anos atrás nos fóruns (coisa de velho) que se você puder, vá por conta própria pra cada uma das atrações do Vale Sagrado dos Incas e desfrute ao seu tempo. Garanto que você vai gostar ainda mais desse lugar incrível.

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