Plaza de Armas - Cusco

Nosso Roteiro pelo Peru – Cusco e Arredores

Cusco era considerada pelos Incas o centro do universo. Pra gente, não poderia fazer mais sentido. Cusco foi para nós um ponto central de conexão para conhecer as ruínas mais próximas (Sacsayhuamán, por exemplo), o famoso vale sagrado e por fim Machu Picchu. Seria para nós o centro de tudo por alguns dias.


Por assunto:

  1. Como chegamos
  2. Onde nos hospedamos
  3. O que fizemos

Como chegamos

Chegamos a Cusco de madrugada vindos de ônibus de Copacabana, Bolívia. A viagem durou por volta de 10 horas e foi bem desconfortável. Ninguém avisou pra gente que Cusco de noite faz muito frio, então deixamos todos os casacos nas mochilas e passamos por apuros durante a noite. Da estação de ônibus de Cusco, pegamos um táxi até o nosso hostel, que ficava no centro da cidade, perto da Plaza de Armas.

Onde nos hospedamos

Nos hospedamos no hostel Pirwa Backpackers Colonial, que fica na Plaza San Francisco 360, uns 500 metros da Plaza de Armas de Cusco. O hostel funciona em uma antiga casa colonial, o que traz um charme bem interessante pro lugar. A gente fechou um quarto triplo (viajamos com o irmão da Gabi na época) com banheiro privado e não temos o que reclamar. O café da manhã estava incluso, era simples, mas o suficiente.

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O que fizemos

Plaza de Armas

Plaza de Armas - Cusco

No primeiro dia, conhecemos a Plaza de Armas. Primeira vez que escutaríamos esse nome e que se tornaria comum em nossos mochilões pela América Latina. O lugar é lindo. Imaginar que quase todos aqueles prédios foram construídos com pedras das antigas construções incas que haviam no local é de explodir a cabeça. Aqui você vai encontrar as imponentes Catedral Basílica de la Virgen de la Asunción e Iglesia de la Compañía de Jesús, vários restaurantes e museus.

Pátio da Universidade UNSSAC, que fica ao lado da  Catedral Basílica de la Virgen de la Asunción.
Pátio da Universidade UNSSAC, que fica ao lado da Catedral Basílica de la Virgen de la Asunción.

Em ocasiões especiais, a Plaza de Armas pode ser palco de manifestações populares, como a que presenciamos em 2010. Se me lembro bem, houve uma grande greve nos transportes públicos da região, com várias manifestações e bloqueios nas ruas. A cidade ficou um caos. A gente quase ficou preso em Machu Picchu por causa da greve nos transportes… No dia foi tenso, mas hoje a gente dá risada!

Convento de Santo Domingo

O Convento de Santo Domingo foi construído sobre um antigo templo inca, o Templo do Sol, ou Qoricancha, por volta do ano de 1534. É um dos lugares mais legais pra se visitar em Cusco. É lá que você vai ver uma mistura das culturas inca e ocidental. O Convento foi construído por cima das pedras do antigo templo e ainda hoje você pode vê-las e visitá-las.

Piedra de los doze ángulos

Localizada na Calle Hatun Rumiyoq, é uma pedra cortada “cirurgicamente” com doze faces que se encaixam perfeitamente nas pedras ao redor. Hoje faz parte Palacio Arzobispal de Cusco e na época Inca, era parte da residência do sexto soberano do reino de Cusco, Inca Roca. É um ponto interessante pra se ver, pois, não é todo dia que a gente vê esse tipo de perfeição!

Ruínas de Tambomachay, Puca Pucara, Qenqo e Saqsaywaman

Deixamos as ruínas de Tambomachay, Puca Pucara, Qenqo e Saqsaywaman para o outro dia. Essas ruínas são um aperitivo ao passeio do Vale Sagrado dos Incas que a gente faria nos próximos dias. A melhor estratégia aqui é pegar um táxi (S./ 13 para 5 pessoas na época) em direção à ruína mais distante de Tambomachay e em seguida, fazer o percurso de volta para Cusco andando. O caminho é bem sinalizado, vai tranquilo. De quebra, você ainda tem a paisagem de Cusco bem pequena ao fundo! Existe também a opção de ir com um tour, mas você sabe como essas agências funcionam, não sabe? Quando você está gostando do local é hora de ir embora!

Tambomachay

Saímos por volta das 9h da manhã. Alguns minutos depois estávamos em Tambomachay. Também chamado de “El Baño del Inca “, as ruínas consistem em vários aquedutos e canais com uso impreciso. Li que poderia ser um local de descanso do imperador inca, mas não fiquei muito convencido com a explicação. O site é bem pequeno, dá pra ver em uns 30 minutos tranquilamente. Aproveitamos também subir em uma pequena montanha ao lado das ruínas, onde dá pra ter uma visão legal do local.

Puka Pukara

A segunda ruína do percurso seria Puka Pukara, ou também conhecida com Fortaleza Vermelha. As ruínas eram usadas como forte de defesa e o nome atual tem relação com a cor das pedras usadas na sua construção (avermelhadas). Gostei bastante de Puka Pukara por causa das vistas. Ela fica no alto de um monte com o vale todo no horizonte.

Qenqo

A nossa penúltima parada do dia foi Qenqo, que em Quechua significa labirinto. Muitos acreditam que possa ter sido utilizada para fins religiosos, sendo uma espécie de templo. O que impressiona mais aqui são as suas passagens subterrâneas, escavadas quase que milimetricamente. De impressionar além de ser um local para fugir um pouco do calor em um dia de sol.

Saqsaywaman

Particularmente, fiquei mais interessado por Saqsaywaman devido a sua imponência e grandeza. Nunca imaginei uma estrutura tão imensa, com pedras enormes e tão bem encaixadas como as encontradas em Saqsaywaman. Algumas delas tão grandes que a gente ficava pequenininho perto delas. O que se vê hoje, entretanto, é só uma parte do que esse lugar já foi. Grande parte das pedras que faziam parte de Saqsaywaman foi usado pelos espanhóis na construção de Cusco.

Lembro de ficar louquinho, tirando fotos de tudo que poderia ser fotografado. É em Saqsaywaman que normalmente acontece o festival do solstício de inverno. Vale a pena conferir. Terminamos a visita por volta das 17h da tarde. De Saqsaywaman, descemos uma escadaria direto para a Plaza de Armas, não teve erro! De noite, aproveitamos para sair e descansar um pouco o dia corrido que tivemos.

Conclusão sobre Cusco

Cusco foi o nosso primeiro contato com a cultura Inca na viagem. Foi uma cidade linda, cheia de coisas pra fazer, ver e experimentar. Guarde pelo menos uns 2 a 3 dias pra conhecer tudo que essa cidade tem para oferecer.

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