Nosso roteiro pela Chapada dos Veadeiros

Anos e anos se passaram e a gente nunca tinha ido conhecer a Chapada dos Veadeiros. Vergonha! Sim eu sei... Moramos em Brasília por vários anos e nunca tivemos a curiosidade ou a vontade de visitar uma cachoeira que fosse.…

Anos e anos se passaram e a gente nunca tinha ido conhecer a Chapada dos Veadeiros. Vergonha! Sim eu sei… Moramos em Brasília por vários anos e nunca tivemos a curiosidade ou a vontade de visitar uma cachoeira que fosse. Isso tinha que mudar! Era chegada a hora de conhecer a chapada. Aproveitamos nossa passagem relâmpago por Brasília pra passar dois dias (pouco, eu sei…) e tentar conhecer o que a Chapada dos Veadeiros tem de melhor.

Já adianto que não foi fácil. A chapada é um lugar enorme, cheio de coisas pra fazer. Escolhemos um roteiro express: fazer a trilha do Mirante da Janela no primeiro dia e no segundo, conhecer o Vale da Lua e algumas cachoeiras, voltando pra Brasília no final do dia. Foi corrido? Foi! Mas valeu a pena!


POR ASSUNTO

  1. Como chegamos
  2. Onde nos hospedamos
  3. O que fizemos
  4. O que não fizemos e você deveria fazer
  5. Onde comemos

Como chegamos

De carro vindos de Brasilia. Pra quem é de fora e não quer dirigir bastante, a melhor opção é ir para Brasília de avião e de lá, alugar um carro. Pra aproveitar a Chapada dos Veadeiros você pode usar várias cidades como ponto base. São Jorge, Auto Paraíso de Goiás e Cavalcante são as mais conhecidas.

A gente escolheu São Jorge pra passar a noite e explorar as redondezas. De Brasília até São Jorge, são 264 quilômetros que podem ser feitos em média em 3 horas, em uma estrada bem sinalizada e o melhor, muito bem conservada.

Onde nos hospedamos

Nos hospedamos em São Jorge, um pequeno vilarejo na porta do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Ficamos no Chalé Suçuarana. Foi somente uma noite (pagamos algo em torno de 140 reais), mas o suficiente pra ter uma boa noite de sono. O chalé era um pequeno quarto, bem limpo, simples e aconchegante. A dona foi super simpática e receptiva. O lugar ainda tem uma pequena cozinha se você quiser preparar a sua comida e fica pertinho de uma padaria e supermercado. Recomendado!

O que fizemos

Mirante da Janela

A nossa primeira parada foi o Mirante da Janela. A gente ama trilha (já deve ter percebido, se não, clica aqui) e queria fazer alguma coisa pela região, desbravar o cerrado, sentir o cheiro da terra. A trilha que leva ao mirante era tudo isso e mais um pouco.

Ela começa já em São Jorge, pega o mesmo caminho como de quem vai entrar no Parque da Nacional da Chapada dos Veadeiros mas segue reto, tudo em estrada de chão, até chegar um estacionamento.

Dica: A gente não sabia do estacionamento, então essa é a primeira dica. Vai de carro até o estacionamento. Você vai poupar um pouco de energia e não vai ficar respirando poeira pelo caminho à cada carro que passar por você. Do estacionamento até o começo da trilha de fato não são 5 minutos de caminhada.

Saindo do estacionamento, andamos uns 5 minutos até uma pequena casinha, onde um senhor, com aquele sotaque goiano que eu amo, nos parou, pediu a taxa de admissão (20 reais por pessoa) e nos pediu pra assinar um livro de entrada. Isso era por volta das três horas da tarde. O senhor nos advertiu pra não ficar na trilha depois do por-do-sol porque as cobras começariam a aparecer depois das cinco horas da tarde. Não sei você, mas quando a gente ouviu ouviu a palavra “cobra”, a gente não questionou e apertou o passo pra tentar fazer a ida e a volta o mais rápido possível.

Bom, voltando a trilha… tudo foi muito tranquilo. A trilha é bem marcada e pra ajudar, eles construíram várias passarelas e escadas de madeira que realmente tornam a trilha mais fácil. Sem elas, posso dizer que a gente teria um pouco mais de trabalho.

Chegando mais para a metade, tivemos a primeira amostra da beleza da Chapada. Era o primeiro mirante. De lá, descemos uma parte bem longa para então ter que subir novamente até o mirante da janela propriamente dito. Alguns minutos depois, estávamos no famoso mirante.

Mirante da Janela, Chapada dos Veadeiros.
Mirante da Janela, Chapada dos Veadeiros.

Vale da Lua

O Vale da Lua, pra que não sabe, são rochas no leito de um rio que foram esculpidas pela água durante milhares de anos e hoje formam uma paisagem incrível, que fazem lembrar a Lua. Além disso, o curso da água formou algumas piscinas naturais onde se pode tomar banho.

Deixamos o Vale da Lua para o segundo dia. Levantamos bem cedo e logo fomos em direção ao lugar. A entrada fica logo depois (ou antes, depende do referencial) de São Jorge. Depois de uma estrada de terra bem extensa, chegamos a um estacionamento, onde pagamos a taxa de admissão (20 reais por pessoa) e pegamos uma pequena trilha até o Vale da Lua propriamente dito.

Vale da Lua, Chapada dos Veadeiros.
Vale da Lua, Chapada dos Veadeiros.

Dica: chegue bem cedo pra aproveitar o lugar sem muita gente e as piscinas naturais sem muito movimento. Digo isso, porque não é um lugar muito grande e quando enche, fica meio impraticável tomar banho. Além disso, não deixe pra ir muito tarde, por causa do risco das cobras.

Jardim de Maytrea

Pra muitos um lugar místico, pra outros uma paisagem extraordinária, para os demais, um resumo dos dois. O Jardim de Maytrea ficou famoso por um festival de música que ocorreu ali nos anos 80. Os participantes do festival plantaram vários buritis e hoje, as árvores estão enormes e fazem parte de uma paisagem incrível.

Jardim de Maytrea.
Jardim de Maytrea.

Pra poder ver e tirar foros do Jardim de Maytrea, você vai ter que parar o carro no acostamento da GO-239 (local exato aqui). Tome cuidado ao parar, pois, essa rodovia é bem movimentada e com asfalto em bom estado, o que significa que pode ter muita gente dirigindo em alta velocidade por ali.

Cachoeira Almécegas I e II

Última parada do nosso roteiro pela Chapada dos Veadeiros. De inúmeras cachoeiras famosas na região, uma das mais lindas e visitadas é sem dúvida a Almécegas I e a sua irmã menor, a Almécegas II. As duas cachoeiras ficam dentro de uma propriedade privada, a Fazenda São Bento e a entrada é paga. Se não me engano, pagamos 40 reais por pessoa pra ter acesso ao local (achei um pouco caro).

⚠️ Atenção 1: você já deve ter ouvido falar sobre as famosas trombas d’água, não? Sim, elas são um perigo real nas inúmeras cachoeiras da região. Vire e mexe a gente escuta falar de pessoas que morreram porque foram pegas de surpresa por uma torrente de água. E nesses casos, não tem muito o que fazer não. As trombas d’água ocorrem principalmente nos meses de chuva (outubro à abril) e não avisam quando vem. Fique atento à previsão do tempo e sempre olhe se existe a possibilidade de chuva nas redondezas.

⚠️ Atenção 2: tenha muito cuidado ao andar nas pedras próximas as cachoeiras, principalmente se estiverem molhadas e com lodo. Uma queda pode machucar, mas uma queda de uma altura considerável pode matar. Tivemos um pequeno incidente que quase resultou em dor de cabeça.

O que não fizemos e você deveria fazer

Bom, pra não ser injusto com vocês, a gente também vai listar várias atrações que com certeza vamos fazer na nossa próxima visita à Chapada dos Veadeiros.

  • Catarata dos Couros.
  • Cachoeira Santa Bárbara em Cavalcante.
  • Complexo de Cachoeiras do Macaquinho.
  • Cachoeira Loquinhas.
  • Trilha dos Cânions.
  • Cachoreira Carioquinhas.
  • Trilha dos Saltos do Rio Preto.

Onde comemos

Confesso que deveríamos ter explorado mais São Jorge. Fiquei sabendo de muitos lugares legais pra comer na cidade. Pela falta de tempo, a gente não visitou muita coisa. No nosso único dia de café da manhã, a gente parou em uma padaria que ficava na esquina do nosso hostel. A padaria fica bem perto do supermercado da cidade.

Vó Belmira Pamonharia

Na volta pra Brasília, paramos em uma pamonharia chamada Vó Belmira. Você vai notar na sua viagem que em todos os lugares você vai ver a placa dessa pamonharia. Ela fica na cidade de São Gabriel e fica bem ao lado da estrada. Pra quem conhece o Jerivá, vai se sentir em casa. O lugar é incrível. Várias opções de pamonhas, empadões goianos, coxinhas, pasteis e muito mais. Gostei bastante de visitar o lugar e recomendo dar uma paradinha por lá antes de seguir viagem.

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