Ninh Binh em duas rodas – As grutas de Trang An

E lá estávamos em Trang An, famosa pelo passeio de barco através das grutas e montanhas da região. É também conhecida pelo último filme do King Kong, mas isso não vem ao caso agora...

Colocamos o capacete, girei a chave e a scooter deu a partida com um pouco de dificuldade. Era um modelo antigo que nos deixaria na mão no dia seguinte. Enfim, começamos a exploração de Ninh Binh rumo à Trang An por uma estrada de chão. Uma pequena faixa de terra que separava as vastas plantações de arroz dos canais que as irrigavam. Qualquer movimento equivocado e pronto, menos dois brasileiros no mundo. Ninh Binh não era de fato o melhor lugar para se aprender a andar de moto.

A sorte é que o caminho não era todo assim. A estrada de terra dava lugar ao asfalto. O que não mudava era a paisagem. Montanhas e mais montanhas, conectadas por canais e plantações de arroz de perder de vista. A essa altura as ruas estavam bem estreitas, um carro por vez em alguns trechos. Calçadas não existiam. Veículos e pessoas disputavam o já reduzido espaço. Essa pequena artéria terminava em uma larga rodovia. Parecia recém-inaugurada. Nem tinta para separar as faixas havia no chão.

Local de onde partem todos os barcos para explorar as grutas de Trang An.
Local de onde partem todos os barcos para explorar as grutas de Trang An.

E lá estávamos em Trang An, famosa pelo passeio de barco através das grutas e montanhas da região. É também conhecida pelo último filme do King Kong, mas isso não vem ao caso agora. Deixamos a moto em um estacionamento, compramos os ingressos e embarcamos no próximo barquinho disponível.

Era um barquinho metálico, pintado em verde que na primeira pisada com a intenção de entrar já se desestabilizava todo. Os bancos eram inegavelmente desconfortáveis. Tinham somente uma pequena trouxa de tecido que simulava uma almofada. Seriam nossos companheiros durante as próximas 3 horas. Nossa remadora, uma senhora de uns 50 anos de idade, cabelos grisalhos, pele enrugada e castigada pelo sol, nos recebeu com um sorriso no rosto. Era um bom começo.

A imagem não mostra, mas fazia muito calor naquele dia em Trang An.
A imagem não mostra, mas fazia muito calor naquele dia em Trang An.

Partimos lentamente pelas águas cor verde-esmeralda de Trang Na. A nossa amiga remadora se esforçava para movimentar o barco e mais 5 pessoas, contando com ela. Por certo não suportaria tanto esforço. Em um determinado momento, a senhora acabou pedindo ajuda, mostrou os remos no interior do baco e logo todos estavam remando.

Já dentro das grutas, a sensação era de estar em um grande sauna. Chegava a ser insuportável de tão quente e abafado. Essa sensação só ia embora quando percebia a maestria e destreza de nossa amiga vietnamita. Ela fazia manobras milimétricas, desviando das rochas e fazendo o barco passar por passagens cada vez mais estreitas. Fiquei na dúvida se ela precisava mesmo da minha ajuda pra remar. Era uma profissional.

Foram 3 horas de calma, silêncio, deslumbre, inúmeras cavernas, muita vida selvagem e natureza por todo lado. Saímos do barco, subimos na moto, capacetes, chave, ignição. Lá estávamos nós novamente na estrada, em cima de nossa companheira scooter, em direção à próxima parada em Ninh Binh.

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