Mont Saint-Joseph, Mont Victoria e o melhor do Parc National du Mont Megantic

Tinha escrito alguns posts atrás que o nosso melhor hiking de inverno havia sido no Mont Ham. Até aquele momento, sim, definitivamente era! Mas foi aí que a gente conheceu o Mont Saint-Josepeh. Algumas semanas atrás, a gente até tentou…

Tinha escrito alguns posts atrás que o nosso melhor hiking de inverno havia sido no Mont Ham. Até aquele momento, sim, definitivamente era! Mas foi aí que a gente conheceu o Mont Saint-Joseph. Algumas semanas atrás, a gente até tentou subir essa montanha, mas acabamos pegando a trilha errada e subindo uma ainda maior, o Mont Megantic. Talvez tenha sido o destino. Hoje, vamos contar como foi a conquista do Mont Saint-Joseph, um dos hikings mais exigentes e gostosos que fizemos até aqui.

Domingo, inicio do mês de março. A neve ainda estava bem presente, mas já fazia calor, algo em torno de 2 graus positivos. Saímos bem cedo de Montreal, por volta das 7h. A gente queria chegar cedo pra aproveitar o dia que prometia céu aberto e boa temperatura. Chegamos no Parc National do Mont Megantic por volta das 10h da manhã, como planejado. A gente tinha decidido fazer o circuito com dois cumes, conquistando primeiro o Mont Saint-Joseph, em seguida o Mont Victoria, e por fim descer pela mesma trilha que leva ao Megantic. Tudo isso em um total de 12 quilômetros e um desnível de quase 500 metros.

Rumo ao Mont Saint-Joseph

Depois de comprar as entradas e colocar os crampões, fomos em direção ao início da trilha que leva ao Mont Saint-Joseph. Tivemos que pegar a direita logo após o centro de acolhimento, atravessar a rua e aí sim começar a trilha de fato. O início foi bem tranquilo. Parecia uma cópia da trilha que levava ao cume do Mont Megantic. Pequenos desníveis e subidas graduais. Ficamos nessa durante os primeiros minutos da subida.

Início da trilha rumo ao cume do Mont Saint-Joseph.
Início da trilha rumo ao cume do Mont Saint-Joseph.

A inclinação da trilha foi aumentando, e aí sim começou a exigir bastante das pernas e dos braços. Sim dos braços, porque a gente tinha que fazer bastante força nos trekking poles pra subir. É esse tipo de trilha que eu gosto. Em alguns momentos, me fez lembrar nossa subida ao Cotopaxi. Usei a técnica que aprendi com o guia de montanha Ramiro Garrido, fazendo os passos lateralmente pra poupar mais as pernas e tornar a subida confortável.

Depois de uma subida intensa e longa, chegamos a uma parte plana da montanha, mas ainda distante do cume. Ela contornava a lateral da montanha dando vistas incríveis para toda a região. Continuamos na trilha por mais um quilometro antes de chegar no refúgio do Mont Saint-Joseph. De lá, dava pra ver o cume do Mont Saint-Joseph, onde foram construídos uma igrejinha e uma torre de telecomunicações.

Abrimos o mapa pra saber como chegar ao cume, mas pra nossa surpresa (e decepção), essa parte da trilha estava fechada! Mesmo não alcançando o cume, a vista que a gente tinha ali do refúgio já valia cada metro vencido minutos atrás. Tiramos as mochilas e resolvemos almoçar ali mesmo, com a vista do cume e da região e com a companhia de um passarinho bem simpático!

Em direção ao Mont Victoria

Reabastecidos e descansados, continuamos a trilha rumo ao Mont Victoria. Seriam mais uns 2 quilômetros, tendo que descer pra depois subir novamente e assim alcançar o cume. A trilha estava menos cuidada, com a neve bem fofa e mais difícil de caminhar. A impressão era que quase ninguém estava se aventurando por ali. A vegetação também era mais presente. As árvores mais juntas e em alguns pontos, a gente tinha que desviar constantemente dos galhos pra poder continuar seguindo em frente.

Terminada a subida e depois de passar por vários viewpoints incríveis, enfim a gente tinha chegado ao cume do Mont Victoria. Pra falar a verdade, não era um cume daqueles tradicionais, com visão 360 graus pra região e completamente despido de árvores. O cume era praticamente dentro da floresta. O que dizia que a gente tinha chegado lá era uma placa, informando que estávamos no cume e a altitude alcançada.

Iniciando a descida, sensação de dever cumprido

Depois de alguns minutos descansando no cume do Mont Victoria, a gente começou a nossa descida. Foram por volta de uns 5 quilômetros totais até o centro de acolhimento do parque. Fui sem expectativa pra fazer aquela trilha. Pensava que seria mais simples do que as outras que fizemos nas semanas anteriores. Mas fomos surpreendidos. As vistas foram incríveis e a trilha perfeita! Fizemos sem dúvida o nosso melhor hike de inverno. Desculpa Mont Ham, mas é a pura verdade!

Mais informações:

Sites úteis: 

Como chegar: Carro. Seguem as coordenadas do estacionamento: 45.423579, -71.124096.

Custo: cerca de 8.75 CAD por pessoa (estacionamento gratuito).

Horário de funcionamento: consulte o site que eles informam os horários para cada estação/período do ano.

Dificuldade: moderada.

O que levar: tênis/botas e roupas apropriados para hiking e para a época do ano correta. No inverno, campões e/ou raquetes são obrigatórios. Bastões de trekking são recomendados. Leve um lanchinho (pão, bolo, barra de cereal, banana, etc.) e pelo menos 1 litro de água. Protetor solar e óculos escuros também são importantes.

Quer apoiar o Férias Contadas?

Sabe aquela coisa de que você não precisa ser milionário pra ajudar os projetos que você acredita? Pois bem! É assim que a gente funciona. Você pode apoiar o nosso filho Ferias Contadas de várias formas: curtidas, comentários e compartilhamento dos posts, inscrição na newsletter, apoio financeiro e o céu é o limite (até massagem no pé tá valendo hehehe)!

Quer apoiar a gente? CLIQUE AQUI pra saber como!

Deixe um comentário!