Machu Picchu – Os imprevistos de um dia perfeito

O título é meio confuso, mas explica bem o que aconteceu com a gente em Machu Picchu. Machu Picchu é o ponto alto da viagem ao Peru pra muita gente. Planejei cada detalhe. Era pra ser perfeito. Entretanto, nem sempre o…

O título é meio confuso, mas explica bem o que aconteceu com a gente em Machu Picchu. Pra quem vai ou já foi, sabe que Machu Picchu é o ponto alto da viagem ao Peru. Planejei cada detalhe. Queria que fosse perfeito: céu azul, subir em Huayna Picchu, visitar o parque descansado e voltar para Cusco são e salvo ao final do dia.

Lembro como se ainda fosse hoje… Gabriela, Rafael (irmão dela) e eu saímos às 3 horas da manhã do hostel em Aguas Calientes. Percorremos uma estrada de terra que levava à ponte que dava acesso a Machu Picchu. Já haviam algumas pessoas esperando para subir, nenhuma surpresa nisso. Nosso objetivo em acordar tão cedo, se você fez essa pergunta, era subir em Huyana Picchu. Existe uma cota diária de pessoas permitidas a subir. Essa cota esgota logo nas primeiras horas do dia, quando o parque abre suas portas.

Primeiro imprevisto

Momentos antes de abrirem os portões. A gente se sentou e logo esse cachorrinho veio ficar com a gente, fazendo companhia durante várias horas.

Os portões estavam fechados. Ninguém havia nos avisado sobre isso. Eles só abriram às 5 horas da manhã. Esperamos por quase 2 horas até a abertura dos portões. Durante a espera, a gente acabou batendo papo com alguns mochileiros e até fizemos amizade com um cachorrinho que rondava o local.

Segundo imprevisto

5h da manhã e os portões se abrem. Parecia boiada em direção ao pasto. Começamos a subida de forma frenética, degrau por degrau, sem nenhuma pausa. Depois de 10 minutos, por mais que quiséssemos continuar, a falta de sono e o despreparo físico falaram mais alto. Contamos 1, 2, 3… Perdemos a conta do número de pessoas que nos passaram nas escadarias. Em um certo ponto, decidimos abandonar as escadarias e fazer o mesmo percurso dos ônibus. Péssima decisão. Esse seria o segundo imprevisto do dia.

A subida era um zig-zag sem fim. 5h30, o primeiro ônibus passou por nós. 6h, vários ônibus já haviam passado por nós. O objetivo de subir Huayna Picchu já não existia mais, nem na melhor das expectativas. Vendo tudo isso pelo lado positivo: a visão que tínhamos do nascer do sol foi incrível. Isso ajudou um pouco a melhorar nossa moral, já extremamente abalada.

Terceiro imprevisto

Somado o cansaço, a fome, a moral baixa e o estresse, decidimos não nos aventurar por Huyana Picchu. Ficou para a próxima. É o que normalmente falamos quando não temos a mínima ideia se vamos ou não fazer aquilo novamente. Tenho a esperança que vou ainda subir Huyana Picchu, mas talvez em outra vida, ou quando der mesmo.

Em compensação, não posso reclamar do dia em si em Machu Picchu. Eram só sorrisos. Sorrisos cansados, mas verdadeiros. As ruínas estavam encobertas em neblina e fumaça. Isso deixou um clima de mistério no ar. Acho que foi melhor assim, sabe? Tivemos sorte, vendo as fotos e o contexto anos depois. Tínhamos tudo para deixar todos os imprevistos nos atrapalhar, mas curtimos tudo, cada minuto nesse lugar maravilhoso.

Quarto imprevisto

Achou que tinha acabado? Quarto e último imprevisto: o nosso maior medo havia se concretizado. Os transportes da região de Cusco haviam entrado em greve, portanto, não teríamos como voltar a tempo para pegar nosso voo em La Paz. A situação era ainda pior para o irmão da Gabriela, que iria um dia antes de nós.

Por fim, na estação de trens de Aguas Calientes, conversamos com um brasileiro que nos informou que havia outro jeito de voltar para Cusco. O plano foi um pouco complicado e demasiadamente perigoso. Se sua mãe soubesse que você tinha passado por isso, ela sem dúvida te colocaria de castigo. Os detalhes ficam para próxima!

Moral da história…

E a moral da história? Ainda planejo cada detalhe das viagens que fazemos… Provavelmente, querendo repetir o que aconteceu naquele dia em Machu Picchu: imprevistos.

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