Nono dia da Walker’s Haute Route. Depois de um dia de trekking puxado e alguns sustos, decidimos que pegaríamos mais leve. O plano inicial era fazer toda a trilha da Cabana du Mont Fort até Le Châble, cerca de 1630 metros mais abaixo no vale. Pra poupar os joelhos com descidas intermináveis, fizemos a trilha da Cabana até a estação de teleférico Les Ruinettes e de lá, descemos de teleférico até Verbier e em seguida Le Châble.


Leia Mais da Walker’s Haute Route


Antes de deixar a Cabane du Mont Fort, tomamos um café da manhã bem simples, mas bem saboroso. Era o pão mais caseiro do trekking, acompanhado de manteiga, geleia, leite, aveia e café. Esse último em compensação com o pão, foi o mais básico que tivemos. Nem tudo é perfeito, não é?

World Nomads

Vai se aventurar por aí? Faça seu seguro de viagem com a WorldNomads.com.

Saímos da cabana e demos de cara com uma neblina que cobria tudo. Não dava pra ver nada em um raio de 10 metros. A gente mal sabia a direção da trilha, tivemos que recorrer ao aplicativo e mesmo assim, a gente não tinha 100% de certeza que estava indo para a estação de teleférico.

Cabane du Mont Fort até Estação Les Ruinettes (118.1 de 135 km)

A caminhada até a estação Les Ruinettes foi bem tranquila. Pra falar a verdade, eu gosto de caminhar com neblina e chuva fraca. A vista não importa muito, então temos tempo pra conversar, refletir, pensar. Na maior parte, fomos por uma estrada de terra e em outras partes, a trilha passava pelo meio das fazendas onde as vacas se alimentavam umas próximas das outras, talvez por causa da neblina, ou do frio, ou da chuva, ou pelo conjunto de tudo isso.

Chegamos no teleférico e por ter dormido na Cabana du Mont Fort, todo o trajeto até Le Châble era gratuito. Chegando em Le Châble, o plano seria ir para Martigny de trem, mas antes paramos no supermercado pra reabastecer as mochilas e comprar alguma coisa pra comer. Era o primeiro supermercado depois de dias nas montanhas. Encontrar um supermercado foi como se a gente tivesse encontrado um oásis no meio do deserto. Compramos chocolates, frutas, itens de higiene pessoal, enfim, tiramos o atraso da civilização por completo. O ápice do deslumbre foi a compra de uma caixa com 12 nha benta gigantes, com casquinha de chocolate amargo fininha e crocante e merengue bem cremoso. Ficou com água na boca? A gente também… e foi por isso que comemos tudo em menos de 5 minutos. Não me julgue, sei que você faria o mesmo!

Le Châble até Martigny (trem)

Fomos em direção à estação de trens que ficava no pé do teleférico e compramos as passagens. A viagem de trem foi muito tranquila até Martigny, uma cidade bem antiga que remonta os tempos romanos e que aparentemente tinha muita coisa pra ver e ser visitada. Foi uma das maiores cidades que visitamos no trekking, talvez a maior. Depois de 8 dias de trilhas, vimos pessoas de terno, prédios, restaurantes, várias opções de supermercado. A gente até estranhou um pouco.

Mas Martigny seria somente um ponto de parada e de descanso. Não chegamos a conhecer as atrações da cidade (entre elas um forte medieval datado do século V). Ficamos no Hôtel de la Poste, arrumando as coisas e descansando para o último dia de trekking. Aproveitamos pra lavar todas as roupas também. Enfim, foi um dia de reorganização mental, física e material.

Walker’s Haute Route – Dia 10 – Martigny até Chamonix

Deixe seu comentário!

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *