Visitar Galápagos, mas a qual custo?


Demorei bastante para escrever sobre a nossa passagem por Galápagos. Acho que eu ainda não tinha entendido como tinha sido a nossa experiência por lá. E pra falar a verdade, eu ainda não sei como explicar. É uma mistura de sensações contraditórias. Essa contradição é devido principalmente ao custo de se visitar as ilhas. Lugar único para se visitar no mundo, mas a qual custo?


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Galápagos é um daqueles lugares em que você tem que ir pelo menos uma vez na vida. Ponto! Não conheço ninguém que possa dizer “não vale a pena”, “você vai se arrepender”, “que lugar horrível”, ou qualquer coisa do tipo. E não podia ser diferente. É um lugar lindo, famoso por suas belezas naturais, praias, animais exóticos e pela famosa teoria da evolução de Charles Darwin.

Entretanto, existe um lado negativo nessa equação. Galápagos infelizmente não é para todo e qualquer turista. Pra começar, o acesso as ilhas é limitado e o preço das passagens aéreas para turistas estrangeiros é o dobro que para locais (espere pagar em torno de 500 à 600 USD pela passagem de ida e volta). Além disso, o custo de alimentação e de hospedagem ultrapassam de longe os custos para a mesma qualidade de serviço no continente (por exemplo em Quito ou Guayaquil). Por fim, se o seu interesse é realmente fazer um tour à la National Geographic, com mergulhos, passeios guiados, cruzeiros, luxo e mais luxo, aí sim, você vai sentir o peso no bolso.

Pro viajante padrão ou pro mochileiro raiz, as únicas alternativas para não voltar endividado até o pescoço são aproveitar ao máximo possível de forma autônoma ou simplesmente considerar não ir. Sim, quase não existe meio-termo. Decidimos pela primeira opção, ir de qualquer forma, com orçamento equilibrado, dispostos a conhecer as belezas acessíveis das principais ilhas e sem abrir mão de um pouco de conforto.

E posso dizer que não foi nada fácil. Pra ajudar nos gastos, decidimos ficar em hostels mais afastados do centro e de preferência com cozinha dentro do quarto. Isso nos fez economizar na hospedagem é claro e também no café da manhã que preparávamos todos os dias. Almoço e janta eram na rua mesmo, onde dava. O difícil era encontrar um lugar mais em conta. A nossa estratégia era ver onde havia a maior concentração de habitantes locais e lá seria o nosso próximo ponto de parada. Funcionou bastante. A maioria dos restaurantes mais em conta ficava afastada das ruas principais. Por fim, visitamos tudo que não necessitava ou guia ou de agência. Mesmo assim, quando usávamos o táxi ou comíamos em algum restaurante do tipo turistão, a sensação era sempre que estávamos pagando mais do que deveríamos. O ápice foi quando visitamos o mercado de frutas em Puerto Ayora e pagamos 7 dólares por um abacaxi. Agora você me entende?

Tudo isso pra que? Qual é a moral da história? Tudo isso foi pra te dizer que Galápagos não é somente um simples destino. É um daqueles lugares que vai te fazer pensar bastante nos prós e nos contras. A decisão de ir ou não ir vai ser baseada no resultado dessa reflexão, no que você quer conhecer/fazer e na ponderação do gastos relacionados. Se depois disso tudo você ainda decidir visitar Galápagos (e eu aconselho fortemente), pode ter certeza que você vai viver muita coisa inesquecível e sem o peso de quem vai despreparado para tal.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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