Uma típica manhã de segunda-feira em Bangkok


Manhã de segunda-feira e Bangkok já estava a todo o vapor. Nas ruas, os carros e motos iam e viam. O céu estava nublado, característico, e a luz do sol era tímida, mas já eram quase 8 horas da manhã. Estávamos indo rumo à Ayutthaya.

Pegamos um táxi para a estação de trem de Bangkok. No caminho, vimos vários monges saindo dos templos com suas vestes laranjas e suas humildes e gastas sandálias. Saiam com uma pequena panela metálica nas mãos. Tinha lido algo sobre isso alguns dias atrás. Sabia que os monges pediam doações com essas panelas, mas nunca tinha visto ao vivo o referido ritual. A segunda havia começado inesperadamente interessante.

Vida que segue e logo estávamos na estação. Antes de embarcar resolvemos tomar café da manhã ali perto. Paramos em um pequeno restaurante, provavelmente familiar, bem simples, com mesas de plástico e cardápios impressos em cores desbotadas, com os preços escritos em caneta azul sobre pequenos adesivos brancos. Resumindo, um restaurante local como qualquer outro. O local estava cheio, ao contrário do seu vizinho, um restaurante mais sofisticado, com cardápio feito para estrangeiros e visivelmente com preços bem mais salgados.

Enquanto comíamos, um monge se aproximou. A dona do restaurante correu para dentro e voltou trazendo uma sacolinha com comida e doações. Ela também trouxe um pequeno banquinho, o colocou no chão e se ajoelhou perante o monge, que logo começou a entoar uma bela oração, diria um canto, com uma voz grave e metalizada.

Estava em transe vendo tudo aquilo acontecer bem na minha frente. Gabriela também olhava atentamente sem piscar os olhos. Na rua, ninguém dava a mínima. Era normal, corriqueiro, acontecimento do quotidiano. Pra mim, que nunca tinha visto nada igual aquilo, estava petrificado, sem muita reação. Acabara de presenciar algo inédito, totalmente diferente do que estava ou estou acostumado.

Por fim, quando a oração acabou, a senhora se levantou, cumprimentou o monge e ambos voltaram as suas vidas normais. Olhei para os lados e parecia que somente eu e Gabriela havíamos visto aquilo. Olho o relógio e me dou conta que estamos atrasados. Era hora de pegar o trem para Ayuttaya. Foi somente o começo de uma segunda-feira típica em Bangkok e na Tailândia. Que segunda-feira!

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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