Uma imersão cultural na Nicarágua

Era domingo. Estávamos indo para a Laguna de Apoyo. O dia havia amanhecido bem feio, nublado. Saímos de Ometepe bem cedo e dentro do barco, tivemos uma pequena amostra da programação da televisão da Nicarágua. Parecia a programação brasileira, só que com a qualidade dos anos 90. Foi um momento nostálgico, devo admitir.

Chegamos em San Jorge e logo pegamos um táxi. O taxista foi super simpático, falou que gostava do Brasil e tudo mais. Quando descobriu que iríamos para Granada, ofereceu os seus serviços, falando que no domingo não haveriam ônibus, que era melhor ir com ele, etc. Sei, sei… Meu detector de golpe estava apurado e não podia estar mais certo. Chegamos no terminal de Rivas e o ônibus para Granada estava lá. Mas não era qualquer ônibus. Era um daqueles Chicken Bus, antigo ônibus escolar americano que quando passam o seu tempo de vida, são vendidos a preço e banana para o México e países da América Central.

Falando dos Chicken Bus, mesmo sendo um pouco desconfortáveis, o barato foi a imersão cultural que ele nos proporcionou. A cada parada, mais pessoas entravam, nos olhavam com desconfiança, mas logo esqueciam que havia alguém diferente deles por ali. Em nenhum momento esboçavam uma conversa. Estavam muito ocupados vivendo o cotidiano. Acho que no máximo, pensavam: “mais um estrangeiro perdido por aqui”.

Era dia de ir à igreja. Vimos famílias inteiras, os adulto bem arrumados e as crianças com vestidos e cabelos lambuzados de creme ou gel. O espetáculo, porém, era dos vendedores. Vendiam de tudo: remédios, comida, vitaminas, cura para inúmeras doenças, etc. Era uma verdadeira feira ambulante, daquelas que os vendedores gritam na tentativa de persuadir os seus clientes à comprar. E não é que funcionava?

Chegamos em nosso destino final convictos que havíamos passado por uma verdadeira experiencia cultural, àquela que todo bom mochileiro vive para vivenciar. Horas depois, estávamos na Laguna de Apoyo. A beleza era tão intensa como a experiência que tivemos durante o caminho até chegar nela. O café da manhã merecido depois de 3 horas de viagem veio acompanhado também de uma chuvinha bem gostosa que acalmou ainda mais nossa alma.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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