Um relato sobre o Dia D: Cemitério Americano

Última crônica da série de relatos sobre o Dia D. Hoje percebo que a nossa visita foi de certa forma como as estações de uma via sacra. Cada local simbolizava de forma distinta uma etapa do acontecimento. O pré, o durante e o pós. Era hora de conhecer o pós, o cemitério americano, onde cada soldado teve suas ações e bravura homenageados pela eternidade.

Esse seria sem dúvida o local com maior carga emocional de todos. Pointe du Hoc e Omaha Beach era somente mais representações de algo que havia ocorrido décadas atrás. Já o cemitério, nos depararíamos com os soldados propriamente ditos, ou melhor dizendo, com seus túmulos. Era mais vida real, algo que não estamos acostumados a ver nos livros de história.

Logo na entrada nos deparamos com uma grande exposição de objetos antigos usados pelo soldados no Dia D. Cada item era acompanhado de sua respectiva história. Além disso, vários telões contavam com mais detalhes os acontecimentos. Vídeos antigos, reconstituições, imagens reais. Era como viver novamente os horrores da guerra.

Na saída da exposição, entramos em uma sala redonda, com vários retratos pregados nas paredes e espaçados uniformemente. Era de ex-combatentes e pessoas que perderam, ou melhor dizendo, doaram suas vidas durante o Dia D. Nesse momento, a guia se juntou ao grupo e explicou um pouco mais sobre cada retrato.

Saímos da sala redonda e entramos em um jardim. Na verdade, era um caminho de tijolos marrons/avermelhados rodeado de um jardim de grama verdinha e bem aparada. Era tudo perfeito. Esse caminho nos levava ao cemitério em si. Uma imensa bandeira americano tremulava no alto, enquanto que embaixo, milhares de lápides de mármore branco em formato de cruz se dispunham, também uniformemente, sem ter um fim visível.

Mas não eram somente cruzes… Se o soldado era Judeu, havia uma estrela de Davi e se o soldado era cristão, havia a tradicional cruz. Além disso, se o soldado havia morrido de forma heroica, em sua lápide veríamos uma pequena estrela dourada. Esse foi o caso de um dos filhos do presidente americano Franklin Roosevelt.

O hino americano começou a ser entoado. Em sinal de respeito, todos pararam o que estavam fazendo para prestar homenagem aos soldados. Acho que foi a nossa forma de dizer obrigado.  Terminamos o dia com sensação que aquele lugar nos deixou um legado. Muita história se passou por ali, coisas que mudaram o mundo.

O que você achou?

Adoraria saber sua opinião, sugestões e perguntas nos comentários abaixo.

Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *