Um dia perfeito no Parque Nacional Manuel Antonio


Como descrever um lugar que está fora dos padrões? Cujas características ultrapassam as expectativas em vários aspectos? Tudo que vivemos e vimos no Parque Nacional Manuel Antonio foi de fato resultado de um dia perfeito que tinha tudo pra dar errado, mas não deu.

Era somente um bate e volta de 1 dia. Baixa temporada, época das chuvas na costa pacífica da Costa Rica. Pegamos o ônibus em San José e umas 3 horas mais tarde, estávamos em Quepos, cidade cerca de 8 km do Parque Manuel Antonio. Na chegada, nuvens imensas, pesadas e escuras tampavam o por do sol e indicavam como seria o nosso próximo dia. Diante disso, restava somente aceitar.

Manhã do dia seguinte. O céu estava aberto, bem azulzinho e o clima agradável. Durante o café da manhã, tivemos a companhia de um grupo de macacos pulando de árvore em árvore bem pertinho da gente. Era um sinal positivo que o dia seria inesquecível.

Falando no parque, tudo começou em uma estrada de terra batida e cascalho. Como éramos uns dos primeiros a entrar, tínhamos o caminho todo para nós. Paramos em vários pontos da trilha para ouvir a natureza, o barulho da água, o som dos animais.

Deixamos as praias por último. Fomos direto ao mirante, de onde se podia ter uma bela visão do oceano pacífico envolto pelo verde das árvores. O efeito que a luz do sol e as nuvens imprimiam na água era lindo. Era uma mistura de tonalidades que iam do verde ao azul e mudava constantemente, seguindo o padrão das nuvens.

Ficamos alguns minutos ali, admirando a vista. Poderíamos ficar ali por horas, exceto pelo sol forte, incidindo diretamente no mirante. Descemos e fomos para a praia mais famosa do local, a praia Manuel Antonio. Ainda era bem cedo, praia vazia, areia branquinha e a água verde-esmeralda. Deitado na areia, dava pra ver sem nenhuma dificuldade macacos, preguiças, lagartos, pássaros e alguns pequenos mamíferos, que por falta de conhecimento em biologia, não me arriscarei a nomear. Lá, não é você que vai procurar os animais, eles que vão te achar!

Aproveitamos por umas 2 horas entre entrar na água e ficar na beira da praia de bobeira sem pensar em mais nada. Ainda sobrou tempo para desbravar as outras praias do parque e ter um último contato com a natureza incrível da Costa Rica.

O bate e volta ao Parque Nacional Manuel Antonio foi de fato o dia perfeito. Tivemos um dia de sol, céu azul, muito calor e muito descanso, e principalmente, contato direto com a natureza. Desta maneira nos despedimos da Costa Rica, um país que nos ensinou que natureza e seres humanos podem conviver em harmonia uns com os outros.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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