Tóquio, Japão, penúltimo dia de viagem. Como a gente ia ficar pulando de cidade em cidade, mas íamos voltar para Tóquio, eu e uma amiga achamos interessante não viajar com a bagagem inteira. Decidimos deixar as coisas mais pesadas e as coisas que compramos em um locker e viajar com a mala mais leve pelo Japão.

De volta à Tóquio, e onde estão as minhas malas?

Ai o que que aconteceu… Depois de 5 dias, voltamos para Tóquio e fomos para a estação de metrô onde a gente tinha deixado as nossas malas guardadas. Quando a gente chegou lá pra tirar as malas, o locker estava VAZIO! Um papelzinho saiu da máquina falando que a gente tinha deixado as malas tempo demais e que elas tinham sido levadas para a central da empresa onde deveriam ser retiradas.


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Ai você não ta entendendo o que foram duas brasileiras desesperadas. Era sexta-feira, sábado a gente ia embora para o Brasil e a gente estava sem as nossas malas com a maioria das coisas que compramos e várias coisas que tínhamos trazido do Brasil. Meu Deus e agora? Para piorar a situação, eram 7 horas da noite da sexta. A gente não sabia se o local estaria aberto naquele momento e muito menos se estaria aberto no final de semana. Sacou o drama né?

E o desespero tomou conta…

Você não ta entendendo. Nossa, o c… caiu da bunda e lágrimas de sangue rolaram. Sério, foi muito desesperador, mas mesmo assim a gente teve que ficar calma. Encontramos um guarda que trabalhava no metrô e tentamos explicar pra ele o que tinha acontecido. Mas, no Japão não é todo mundo que fala inglês, então foi muito difícil explicar o que tava acontecendo.

O guarda até entendeu, mas disse somente para ligar no número indicado no bilhete. Como que você liga no Japão pra um número, sem celular, usando um orelhão e sem falar japonês? Quando ligamos, adivinha? O cara atendeu em japonês, sem falar uma palavra de inglês. Resumindo, não adiantou nada! A gente não estava conseguindo se comunicar com a pessoa que poderia dizer onde as nossas malas estavam.

Aí, tivemos outro faniquito nesse momento. Começamos a procurar pessoas que trabalhavam no metrô para tentar descobrir onde era o local que deveríamos pegar as malas. E era isso. As lojas estavam fechando e a gente só encontrava guardas do metrô que não sabiam dizer nada, pois era uma empresa privada que cuidava dos lockers.

Finalmente alguém falava inglês…

20 minutos rodando procurando alguém para ajudar e nada. Nesse momento o desespero era tão grande que a gente já estava quase chorando. Foi quando vimos que havia um Hard Rock Café na estação. Ali com certeza alguém falaria inglês e poderia nos ajudar! Chegando lá, explicamos a nossa situação para a gerente, que pra nossa alegria falava inglês. Ela viu o nosso desespero e nos ajudou. A gerente fez a gentileza de ligar para o numero da empresa dos lockers e explicou toda a situação.

A boa notícia era que a ela sabia onde tínhamos que pegar as malas e que não era muito longe de onde a gente estava. Na hora, olhando para a cara da gerente deu pra entender que ela não conseguiria explicar a tempo como chegar no tal endereço. Foi aí que ela pediu para uma pessoa ficar no lugar dela no restaurante e falou que nos levaria até lá. Mas e a má notícia? O lugar das malas fecharia em 10 minutos.

Saímos correndo, literalmente, com essa mulher pelas ruas de Tóquio e em resumo, conseguimos pegar as nossas malas. Foi isso, uma loucura de não saber falar o idioma local e não entender direito as instruções do locker e do bilhete. Mas no nosso caso, tivemos a sorte de encontrar uma boa alma disposta a ajudar em Tóquio. Graças a Deus que deu certo.

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