A surpreendente cidade chamada Bogotá


A Colômbia seria o nosso primeiro destino após mais de 3 anos sem viajar. Senti àquela sensação de primeira vez novamente. Nossa primeira parada: Bogotá. Ouvimos muitas coisas boas da cidade. Vida política e cultural ativa, culinária, história e arte marcantes como em nenhum outro lugar no país. Prato cheio para um reencontro com a nossa paixão de viajar.

A primeira coisa que nos chamou a atenção em Bogotá foi o clima da cidade. Frio, céu nublado e nuvens carregadas. “Todos os dias são assim”, dizia o nosso taxista. Por sinal, ele se chamava Davi. Davi foi o taxista mais simpático que encontramos em anos de viagem. Ele nos falou tudo sobre os principais pontos turísticos de Bogotá e até sobre política. Perguntou sobre o Brasil e se mostrou extremamente atencioso.

Coincidência ou não, havíamos chegado um dia após o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ter recebido o prêmio Nobel da Paz. Davi falou bastante sobre o assunto e dava pra ver que a notícia havia mudado, mesmo que momentaneamente, a cidade. 

A polícia e os militares ocupavam cada esquina. A Plaza Bolivar estava tomada de manifestantes a favor da paz, vestindo camisas brancas e proferindo discursos em um palanque improvisado no centro da praça. Perto do palácio presidencial, o Palácio de Narinõ, comitivas de repórteres esperavam a saída de quem quer que seja para conseguir um furo de reportagem. Nós, turistas, passamos no meio daquilo tudo observando a vida acontecer, sem se quer ser notados.

Bogotá não era só política, pode ter certeza. Deixamos para traz todo o burburinho para ter um pouco de paz. Ser turistas novamente, sabe? Desbravamos o centro histórico da cidade, lindo diga-se de passagem, rumo ao Museo Iglesia Santa Clara. Pinturas e esculturas dos mais renomados artistas colombianos contavam um pouco sobre a história do país. O antigo convento, transformado em museu, ainda guardava a exuberância de antigamente, com fachadas banhadas em ouro e o teto com detalhes que impressionavam.

Por fim, seria a vez do Museo Botero. Quem nunca viu nos livros de história/arte do ensino médio uma imagem das obras do pintor/escultor Fernando Botero? Os quadros mais famosos do pintor e de seu acervo pessoal foram doados ao governo colombiano e hoje fazem parte do acervo do Museo Botero em Bogotá. 

As obras de Fernando Botero são marcadas pelo volume exagerado. Tudo, desde pessoas e objetos, até frutas, eram retratados com grande volume. Para mim, os mais interessantes foram a escultura da mão logo na entrada do museu, a Monalisa rechonchuda e o quadro “Una Familia”. O museu também contava com obras de outros pintores de reputação mundial. Mas o que são eles perante os volumes de Botero?

Nos sentamos no jardim central do museu para descansar, absorver o que tínhamos vivido naquele dia em Bogotá. Havia sido somente o primeiro dia, mas já havíamos amado a cidade. Seja pela recepção calorosa do taxista Davi, pelos acontecimentos políticos ou pela expressão artística de Botero, Bogotá só nos surpreendeu!

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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