Skibunda no vulcão Cerro Negro


O nome do vulcão Cerro Negro é auto-explicativo. Uma montanha negra contornada por outros vulcões e vegetação. O guia disse que ele era do mesmo tipo que dizimou a cidade de Pompeia, na Itália. Tentei enganar minha mente para não pensar no nível de perigo no qual estava me metendo.

Então o que fazer em um vulcão super perigoso como esse? Desce-lo com uma prancha de madeira o mais rápido possível. A estrutura do vulcão é propícia para tal. Segundo a CNN, essa atividade está entre as mais perigosas do mundo. O pessoal de lá chama essa atividade de Vulcano Boarding. Eu, entretanto, chamei de Skybunda (salve Natal-RN).

A espectiva aumentava a cada passo rumo ao cume do vulcão Cerro Negro. Muito perigo, possibilidade de evacuação imediata. Perguntas atrás de perguntas sobre segurança e sanidade se revezavam com momentos de contemplação. Afinal, nunca imaginaria estar subindo um vulcão e descê-lo da forma mais inusitada possível. Nem o peso do equipamento fazia diferença naquele momento.

Chegando ao cume, o frio na barriga aumentou ainda mais. Antes de descer efetivamente, fomos em direção á cratera principal do vulcão. O cheiro de enxofre ficou muito mais forte. Ao tocar no solo, senti um calor intenso. Dava pra cozinhar batatas sem nenhum problema. Mas chegara o momento. Vesti o macacão amarelo, as luvas e os óculos protetores enquanto ouvia atentamente as instruções do guia sobre como usar a prancha. Os que queriam mais adrenalina foram colocados em um local mais alto e os que queriam sobreviver, como eu, em outro.

Não sei se exagerei no perigo e prestei atenção demais na reportagem da CNN, mas a descida não foi nem rápida e nem tão perigosa como eu esperava. Assim como na vida, expectativas podem gerar frustrações. Foi quase o que aconteceu, pois subir em um vulcão ativo e descer de lá de cima é o que deixa o passeio inesquecível. Além disso, o sol e o céu azul nos acompanharam durante todo o dia, deixando nossa experiência ainda melhor.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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