Salar de Uyuni e redondezas, visitando outro planeta


Chão de terra escura avermelhada recheado de rochas dos mais variados tamanhos e formatos. Rachaduras no solo por todos os lados. As montanhas se erguem depois de vastas planícies, algumas tão altas que camadas de neve e gelo se formam lá no alto. As nuvens nem se quer aparecem. O contraste da terra com o céu azul é incrível. Vida? Não deveria haver, mas existe. A descrição bate com qualquer filme de ficção ou documentário do Discovery Channel sobre outro planeta, longe daqui. Talvez Marte. Mas não, estou falando do Salar de Uyuni e suas redondezas. Embora seja difícil de acreditar, esse lugar existe bem aqui, no planeta Terra!


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O Salar de Uyuni e a ilha de cactos gigantes

Parecia que estávamos acima das nuvens…

No primeiro dia que estivemos lá, conhecemos o maior deserto de sal do mundo, o Salar de Uyuni propriamente dito. Sem brincadeira, era imenso. Não dava para ver onde acabava, exceto pelas montanhas no horizonte que contrastavam com o branco do sal.

Salar de Uyuni, Bolívia.

Como se não bastasse, no meio do lago de sal, existia uma ilha de cactos gigantes (chamada de Incahuasi ou “A cada do Inca” em Quechua). Não estou falando de cactos normais, passavam dos três metros de altura. Lá do alto, olhando para baixo, a impressão era que estávamos acima das nuvens. Não tinha quem dissesse o contrário! Foi nesse dia que dormimos no famoso hotel de sal. E sim, ele é todo feito de sal, exceto os cobertores das camas e a comida (eles devem usar pelo menos o sal do deserto pra temperá-la, meu chute…).

El Arbol de Piedra e a Laguna Colorada

No dia seguinte, saímos bem cedo em direção à Laguna Colorada, que fica dentro da Reserva nacional de fauna andina Eduardo Avaroa. Embora a Laguna Colorada fosse a atração principal naquele dia, o caminho até ela foi uma atração à parte. Montanhas coloridas, com tons de rosados, azuis e amarelos surgiam no horizonte. Dois dias no Salar e a sensação de estar em outro planeta nunca deixava minha cabeça. Foi lá que vimos o que parecia uma árvore feita de pedra (coisa de outro mundo!). Era chamada de El Arbol de Piedra. Foi uma das coisas mais impressionantes que vi nesse dia (tirando a Laguna Colorada é claro!).

Um outro planeta chamado Salar de Uyuni

E enfim, conhecemos a Laguna Colorada. Imagine um lago de água rosa (na maior parte), repleto de flamingos e cercada de vulcões ativos e montanhas. Acrescente um céu azul intenso à equação e você terá a visão que tivemos nesse dia.

A Laguna verde

Por fim, o terceiro e último dia, a missão ao planeta desconhecido chegava ao fim. Nossa espaçonave, ou melhor dizendo, carro ainda percorria paisagens incríveis, lagoas de cores diferentes, montanhas coloridas e ambientes inóspitos. Nossa última parada seria na laguna verde. Não poderíamos ter um final mais feliz. Água verde claro, cor gelo sabe? Vulcões ao redor e céu azul, sem nuvens. Ficamos ali sentados por alguns instantes, admirando a beleza do lugar, refletindo sobre nossas recentes experiências.

Chegava de fato ao fim nossa viagem pelo Salar de Uyuni. A volta para Uyuni foi silenciosa. Todos dentro do carro pareciam estar satisfeitos, mas perplexos ao mesmo tempo. Parecia que não tinha sido verdade, embora tivesse vivido 3 dias intensos. O Salar de Uyuni foi de fato a experiência mais próxima que eu pude ter de uma viagem a outro planeta.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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