Viajávamos pela Romantische Straße (nome complicado), a Rota Romântica da Baviera, sul da Alemanha. Na Alemanha em geral, as coisas costumam fechar bem cedo. Depois das 4 horas da tarde, só restaurantes ficam abertos. Nos domingos, nem eles. Não é um lugar que a gente espera ter problemas… Não é?

Chegamos em uma cidadezinha em pleno domingo, e por conta da chuva e de não conhecer muito bem a estrada, acabamos nos atrasando e chegando as 6 horas da tarde. Tudo já estava meio escuro.

A hospedagem era como se fosse Airbnb, no piso superior de uma casa. Quando chegamos, a família dona da casa não estava lá. A gente não tinha celular e não tinha ninguém na rua pra pedir ajuda, parecia uma cidade fantasma. Pra piorar, estava chovendo bastante e não tinha um hotel na cidade. A Mari (minha esposa) começou a ficar preocupada, afinal, como faríamos para entrar na casa? A gente não tinha hospedagem, a solução seria dormir no carro, não?

Saí pela rua, vendo se achava algum lugar com gente. Depois de alguns minutos, consegui encontrar por sorte uma pizzaria, que já estava pra fechar. Lá dentro, só tinham 2 clientes e o próprio dono. Ninguém falava inglês. Usei todo o alemão que tinha aprendido sozinho naqueles cursos de livro vendidos em banca de jornal pra poder explicar a nossa situação.

Depois de muita mímica, paciência, hospitalidade e receptividade dos alemães, conseguimos ligar pra dona da casa onde ficaríamos hospedados, que veio correndo para a pizzaria. Destaque para o fato de que os clientes da pizzaria conheciam a dona da casa (vantagem de estar em cidade pequena). Quando ela chegou para entregar a chave, ela acabou levando um TOMBO (chão molhado, dá nisso), batendo a cabeça no chão. Por sorte não foi nada grave e conseguimos aproveitar a Rota Romântica da Baviera sem nenhum desastre pelo caminho.

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