Roma e a pizza que estragou um bom final de viagem


A pior coisa que pode acontecer no final de uma boa viagem é um estresse não planejado. Foi o que aconteceu com a gente em Roma, na Itália. Esse é um dos momentos mais tensos que já passamos em nossas viagens por aí. E tudo por causa de uma mera pizza!

Ano de 2013. Voltávamos de um mochilão de 17 dias na França. Fizemos de tudo. Visitamos Paris, a Normandia, os castelos da renascença francesa, Estrasburgo, o vale do vinho e do champanhe e muito mais. Tinha sido uma viagem intensa e estávamos super cansados. Nosso voo de volta para o Brasil faria escala em Roma. 

A escala duraria 8 horas. Tempo suficiente para conhecer as principais atrações da cidade. Pegamos o trem que sai do aeroporto e paramos em uma estação de metrô de onde nos locomovemos para o centro propriamente dito. Tudo ocorreu bem durante as primeiras horas da visita. Fomos no Coliseu, na fonte de Trevi, Panteão, tomamos um gelato super gostoso em uma viela estreita. Resumindo, tudo perfeito.

4 horas depois, resolvemos parar para comer antes de voltar para o aeroporto. Entramos em um restaurante bem bonitinho, com aquelas mesas cobertas do lado de fora e as paredes ao fundo em tijolos bem antigos e vermelhos. Nos sentamos em um dos cantos e pedimos uma pizza. Queríamos provar a famosa pizza italiana. 

O garçom se aproximou com a cara fechada, ouviu nosso pedido e sem dar muitos sorrisos anotou tudo. Entrou na cozinha e alguns minutos depois, nossa pizza estava pronta. Não vou dizer que comi a melhor pizza da minha vida, pois não chegou nem perto de estar entre as 10 melhores. Era uma pizza normal, com muita calabresa. Pra não ser injusto, era saborosa.

A conta chegou, deixamos o dinheiro contado em cima da mesa e nos preparamos para ir embora. Quando já estávamos na porta, prontos para sair, o garçom veio gritando pelas nossas costas, em um idioma que não sabíamos identificar, talvez indu, algo assim. Ele nos parou dizendo que deveríamos pagar uma taxa de utilização do espaço. Nunca tínhamos ouvido falar disso.

Ele continuou a gesticular, aumentar o tom de voz, falando que deveríamos pagar a tal taxa. Ele me mostrou o menu informando em letras minusculas e bem no rodapé da página que a taxa deveria ser paga. Eram por volta de 2 euros. Uma merreca. Por isso não estava entendendo a reação exagerada do indivíduo.

Virei para Gabriela para tentar entender melhor a situação. O garçom continuava a gesticular ferozmente contra Gabriela. Chegou a um tal ponto que não aguentei e gritei…

— “Enough Sr.!”.

Ele parou de gritar, respirou fundo e foi ai que falei que iria pagar sim, só precisava de um momento para pegar o dinheiro. Taxa paga, nos viramos, andamos em direção ao metrô, tentando digerir o que tinha acontecido. O clima ficou pesado. Era final de férias, deveríamos estar bem tranquilos, relaxados. Mas não, estávamos em alerta e pensativos.

Chegamos no aeroporto em silencio e foi assim que entramos no avião. Na minha cabeça, queria esquecer tudo que tinha passado horas atrás e me concentrar em voltar pra casa, pra rotina. Os perrengues são inevitáveis nas viagens. Se pudesse voltar no tempo e não ter parado para comer aquela pizza, talvez tudo isso não teria acontecido…

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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