Revivendo meu passado na ilha de Ometepe

A medida que vamos ficando velhos, parece que vamos guardando dentro de alguma caixinha perdida na mente nossas vivências e o sentimento relacionado a elas. Com a correria do dia a dia, mal conseguimos acessá-las e acabamos esquecendo que elas existem.

O lado bom desse esquecimento é que, quando liberadas, essas memórias vêm com tudo, trazendo momentos muitas vezes reconfortantes. Você já deve ter sentido isso, não? No geral, não existe regra pra qual vai vir. É praticamente aleatório. Alguns chamam isso de saudosismo. Eu, uma esquisitice da cabeça que não sei explicar. Quando você vê, já está revivendo emoções que nem lembrava ter. Muito doido isso.

Pois bem. Isso aconteceu comigo em um restaurante na Ilha de Ometepe. Uma ilha isolada no meio de um lago e formada por dois vulcões. Lá estavam nós, Gabriela e eu, depois de um super dia conhecendo a ilha de scooter. Sabe, nunca imaginei, mas estava me sentindo interior do Brasil, com as pessoas nas ruas, conversando no final da tarde e com os fogões a lenha preparando o jantar. As crianças brincavam e as galinhas estavam soltas na rua… Ahhh, como era bom está no Brasil… Ops… Eu não estava, estava em Ometepe. Voltei do transe e achei aquilo super estranho. Um estranho bom. Nada fora do normal, talvez só uma leve nostalgia dos meus tempos de criança, quando viajava em família para visitar os meus avós em Goianésia, interior do Goiás.

Entretanto, aquilo ficou na minha cabeça. Entregamos a scooter no final da tarde e a sua dona, querendo ser simpática, nos indicou para o jantar um restaurante bem popular na ilha, com carne assada na brasa. Não pensamos duas vezes e lá estávamos no restaurante Assados Dona Milo.

Ao entrar, novamente senti aquela mesma sensação de horas atrás. Nos sentamos e depois que os pratos chegaram, como em um flash back, me imaginei na casa da minha avó, na cozinha a seu aberto jantando uma comidinha caseira feita em fogão a lenha, normalmente galinha caipira com arroz e feijão. Logo me veio à cabeça que a fumaça do carvão e o ambiente simples com a comida familiar me fez lembrar de tudo aquilo. Louco não é?

Após o delicioso jantar, voltamos para o Hostel felizes, eu principalmente, pois tinha feito uma viagem ao passado e revivido momentos da minha vida que me fizeram feliz… hoje sei que ainda me fazem…

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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