Rafting no rio Pacuare


Arrumamos as coisas e fomos para a recepção esperar o nosso transporte. Isso era por volta das 6 da manhã. Destino final? Rio Pacuare. Era a nossa primeira vez fazendo rafting. Pra quem não conhece, o Rio Pacuare é um dos melhores para à prática do esporte. Os níveis de dificuldade são elevados e talvez não seja o melhor rio para iniciantes. Ignoramos essa última frase, e decidimos tentar.

Depois de umas 2 horas de carro, chegamos ao ponto de encontro na cidade de Siquirres. Lá tomamos café da manhã. Falando no café da manhã… extraordinário! Além de frutas, iogurte, ovos e pão, provamos o famoso Gallo Pinto, que é basicamente arroz e feijão com um tempero gostoso, apimentado na medida. Esse é o prato nacional da Costa Rica, um pouco como a nossa feijoada.

Lembra da parte que nunca tínhamos feito rafting na vida? Aparentemente, era a mesma situação de todos os presentes. O guia até deu uma risadinha como se quisesse dizer: fu… Ele pelo menos tentou explicar todos os procedimentos e comandos usados no rafting. Basicamente o que deveríamos saber era: adiante, significava remar para frente; para trás, remar para trás; adentro, seria para todos entrarem no bote em caso de ondas muito fortes e outros que eu não me lembro e mesmo na hora não soube executar, pois, não sabia do que se tratava.

Pra marinheiro de primeira viagem, estava muito empolgado sem me importar muito com o tamanho das quedas d’água ou com as rochas. Em uma certa altura do campeonato, já executava com maestria os comandos dados pelo guias, que ficavam na parte traseira do bote. Estávamos curtindo cada metro cúbico de água (é só olhar pela minha cara na foto mais abaixo).

O almoço no meio da floresta foi outro ponto forte. Ele foi servido em pequenas tendas na margem do rio. O lugar era lindo, bem rústico e dava para ouvir os animais e sentir o ar puro da floresta. No cardápio: burrito com vários acompanhamentos, abacaxi e refresco de limão.

Terminado o almoço e após várias corredeiras, chegamos a um local bem calmo onde o guia permitiu um mergulho rápido. Foi perfeito, todos pularam do bote para aproveitar a água. Foram só alguns minutos sendo levados pela correnteza, mas valeu a pena cada instante. A visão não poderia deixar a desejar: paredões de rocha e floresta de todos os lados. O difícil foi entrar novamente no barco. O movimento era simples: pegar a pessoa pelo colete e puxar como se não houvesse amanhã. No final, funcionou para todo mundo.

O percurso terminou no ponto de partida onde tomamos uma ducha, nos trocamos e nos preparamos para partir para Puerto Viejo. O dia havia sido intenso. Um dia de “primeiras vezes”. Uma enxurrada de novas experiências. Algo que não poderíamos imaginar e que ficou guardado na memória.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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