Pic de l’Ours, o nosso primeiro grande desafio


Talvez a mais desafiante escapada até aqui. Dessa vez, escolhemos desbravar o Pico do Uso, ou Pic de l’Ours. A montanha de 740 metros fica a 122 km de Montreal e faz parte do Parque Nacional do Monte Orford. O esforço para chegar ao cume foi forte e a vista de lá fez tudo valer a pena. Confere aí embaixo como foi!

Resolvemos nos aventurar pelo segundo maior cume de todo o Parc National du Mont Orford, o Pic de l’Ours. Ele é muito bem cotado por aqui como um dos que proporciona as mais belas paisagens da região. Existia também a possibilidade de fazer o cume do Mont Orford (853 m) no mesmo dia, já que a trilha que leva Pic de l’Ours também leva ao maior cume do parque. Entretanto, não foi o nosso caso e, de verdade, só o Pic de l’Ours já valeu a pena.

Entrada secundária localizada perto do início da trilha.
Entrada secundária localizada perto do início da trilha. A trilha propriamente dita começa no Centro Comunitário La Grande-Haute, já dentro do parque, acessível via carro pela entrada do Secteur du Lac-Stukely
La Grande-Haute, onde você pode estacionar o carro e começar a trilha até o Pic de l’Ours.

A trilha começa no Centro Comunitário La Grande-Haute, já dentro do parque, acessível via carro pela entrada do Secteur du Lac-Stukely (coordenadas no final do post). Como foi nossa primeira vez, não sabíamos exatamente onde tínhamos que entrar e acabamos estacionando o carro em uma entrada secundária do parque só para funcionários. De lá, fomos andando até o início da trilha.

Fomos em direção à trilha “des Crêtes”, a mais utilizada para se chegar ao Pic de l’Ours. Existem outras rotas que levam ao mesmo local, mas o nível de dificuldade varia e a distância também (aqui você encontra mais informações).

Depois de alguns minutos andando, chegamos à trilha propriamente dita. Digo isso, pois, os primeiros quilômetros de caminhada são compartilhados com as bicicletas e a paisagem não é tão interessante. Depois que saímos da trilha das bicicletas, a floresta fica mais densa e a subidas começam pra valer.

Falando da trilha, ela é muito bem sinalizada, com placas em cores chamativas que indicam o caminho e as direções corretas. Além disso, algumas informam a distância até determinado ponto de interesse e a altitude em alguns casos. Foi uma das trilhas mais bem sinalizadas e conservadas que passamos. Lembra da lama e barro das primeiras trilhas que fizemos aqui e aqui? Aqui, não tivemos esse problema!

O Parque Nacional do Monte Orford fica relativamente perto de Montreal, quase na fronteira com os Estados Unidos. Chegamos por volta de 10h30 da manhã. Estacionamos o carro em uma ruazinha, perto de um Camping, onde existe uma entrada exclusiva para funcionários. Deixamos o carro na beira da estrada e caminhamos até o ponto inicial da trilha.

A primeira coisa que notamos ao entrar na mata fechada, e da pior forma possível, foi a presença de mosquitos. Tínhamos esquecido de passar repelente, e fomos acompanhados por eles durante a ida e a volta, principalmente perto dos riachos e acumulações de água.

Tirando isso, a trilha é super linda, com muito verde e bem preservada. A primeira parada foi em um mirante que dá uma visão completa da região. Para chegar nele, tivemos que desviar da trilha principal e andar por volta de 150 metros (tudo bem sinalizado, não tem erro 😎). Valeu a pena o desvio! Foi um aperitivo do que teríamos lá do cume.

Pic de la Roche Fendue

Subindo mais um pouco (muito mais pra falar a verdade), chegamos no Pic de La Roche Fendue, uma formação rochosa com uma trilha bem irregular, mas com uma visão bem interessante. Quando chegamos lá, achamos que tínhamos chegado ao cume do Pic de l’Ours, mas quando soubemos que não era ali, quase desanimamos. O porquê? A trilha estava mais difícil do que imaginávamos! Faltava ainda muito chão e uma subida de mais de 100 metros até o objetivo final. Paramos alguns minutos para comer uma banana e renovar as energias.

Rumo ao cume do Pic de l’Ours

Depois de mais algum esforço e uma trilha com subidas e descidas, finalmente chegamos ao cume do Pic de l’Ours. O dia não estava muito bonito e havia probabilidade de chuva durante a tarde. Os ventos aumentavam à medida que nos aproximávamos do cume, mas nada que atrapalhava demais. Era até refrescante!

Chegando ao cume, o vento estava bem mais forte. Por essa razão, a sensação térmica caiu bastante e ficou bem desconfortável ficar lá em cima durante muito tempo. Nos abrigamos em uma pedra que cortava parcialmente o vento, e lá, pudemos almoçar com mais calma e aproveitar a vista por alguns minutos.

Pic de l'Ours

A grande surpresa foi na volta. À alguns metros do cume, achamos um local sem vento nenhum, silencioso e com uma vista extraordinária. Não pensamos duas vezes e ficamos por lá por quase 1 hora.

Mais informações:

Sites úteis: 

Como chegar: Carro. Seguem as coordenadas do estacionamento: 45.3581207,-72.2418027. A entrada para chegar lá é pelo Secteur du Lac-Stukely. Entretanto, como foi a nossa primeira vez, deixamos o carro em uma rua perto da entrada do Camp Normand (45.358104, -72.247753).

Horário de funcionamento: Aberto durante todo o ano. As informações precisas dos horários podem ser encontras no site que informei acima.

Custo: CAD 8,60 por adulto e crianças abaixo de 17 anos não pagam. Você também pode optar pelo plano anual, que dá acesso à todos os parques nacionais do Québec (CAD 77,75).

Dificuldade: moderada.

O que levar: tênis e roupas apropriados para trekking e para a época do ano. Bastões de trekking são aconselhados. Leve um lanchinho (pão, bolo, barra de cereal, banana, etc.) e pelo menos 2 litros de água. Repelente para mosquitos e protetor solar também são muito importantes, principalmente no verão!

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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