Conhecendo o Mont Saint-Michel


Acordamos bem cedo e logo estávamos na estrada rumo ao Mont Saint-Michel. O tempo de viajem entre Caen e o Mont Saint-Michel não passaria de uma hora e meia, mas como decidimos evitar as autoestradas e usar somente rotas alternativas, a viajem demorou umas duas horas. Duas horas de puro deslumbre, posso dizer.

Já tinha falado sobre a beleza das estradas francesas aqui, aqui falo novamente. As cidades e vilarejos pareciam sair de filmes antigos. As casas eram em sua maioria em pedra e o exterior de cada uma era repleto de flores e muito verde. Nas cidades, as ruas eram super limpas e floridas. Se fosse recomendar alguma coisa pra fazer na França, seria alugar um carro e desbravar as estradas alternativas do país. Você não vai se arrepender.

Mont-Saint o que?

De uma forma bem resumida, existe uma lenda que diz que o Bispo Avranches teria sonhado com o arcanjo Gabriel, o que o motivou a iniciar a construção de uma igreja dedicada à ele no alto Mont Tombe (como originalmente era chamado).

Séculos depois, durante a idade média, o local foi ocupado por monges beneditinos, se tornando um ponto de peregrinação e também de interesse de inimigos (devido a sua localização). Fato interessante é que uma muralha foi construída em volta da cidadezinha, o que ajudou a proteger e a preservar o local durante séculos.

Chegando ao Mont Saint-Michel

Mont Saint-Michel visto da estrada, à quilômetros de distância.
Mont Saint-Michel visto da estrada, à quilômetros de distância.

Antes de efetivamente chegar ao Mont Saint-Michel, de longe, já é possível ver através dos campos e da vegetação rasteira da região a sua imponência, com a Abadia de Saint-Michel quase rasgando o seu.

Mont Saint-Michel, França.

Dica: Pra quem vai de carro, existe um estacionamento pago que fica cerca de 3 km de lá. Desse estacionamento saem as Navettes que param a 350 m das muralhas da cidade. E o melhor de tudo? São gratuitas! Aliás, se você quiser não usar as Navettes e ir andando, isso também é possível. Existem calçadas feitas para isso desde o estacionamento até o Mont Saint-Michel. Os preços do estacionamento e mais informações sobre acessibilidade ao sítio, você pode encontrar aqui.

Nos caminhos e ruelas que adentram a ilha, existem vários restaurantes e creperias, onde você pode comer (e beber) alguma coisa. A sensação é realmente que estamos em um set de filmagem de um filme medieval, mas é real. Tudo que sempre quis ver e viver! Nosso objetivo era subir até os pontos mais altos do Mont Saint-Michel, tirar várias fotos e conhecer a sua famosa Abadia.

Existem alguns mirantes de onde se pode ver toda a dimensão da ilha e entender um pouco de como a água do mar invade e contorna a ilha todos os dias. Na hora que visitamos, a maré estava recuada e era possível ver pessoas caminhando pela região em volta da ilha. Essa área quando a maré sobe fica intransponível, sendo até perigoso caminhar por lá sem o devido conhecimento ou sem um guia.

A Abadia de Saint-Michel

Acho que um dos grandes arrependimentos que tivemos foi de não conhecer a Abadia de Saint-Michel por dentro. Chegamos a ir até a entrada, onde são vendidos os ingressos que dão acesso à igreja. Entretanto, desistimos por alguma razão que não me lembro agora. Mas quer saber? Não cometa esse erro! O local respira história e tem uma identidade única. Vale a pena a visita!

Deixamos o Mont Saint-Michel lá pelas 15h da tarde. Nosso próximo destino seria a cidade de Tours, à umas três horas e meia de carro. De lá, partiríamos no dia seguinte para conhecer os castelos renascentistas do Val du Loire. Não poderíamos estar mais empolgados, pois em um deles, visitaríamos o túmulo do Leonardo da Vinci.

Imagem destacada: Pixabay.com

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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