Era final de tarde do nosso primeiro dia em Bangkok. Caminhamos pelas ruas bagunçadas e barulhentas da cidade sem GPS, mirando somente o Templo da Montanha Dourada ou Wat Saket. Não foi nada difícil. Era sem dúvida o ponto mais alto das redondezas. Sua cúpula dourada era visível por quilômetros.

Começamos a subir as escadarias em direção ao templo. Eram exatamente 318 degraus avermelhados que contrastavam com o verde da vegetação e com o branco e o dourado do templo. Pelo caminho, vários arranjos de flores. Era época das flores de lótus. Vimos várias das mais diversas cores.

Na metade para cima, a vegetação deu lugar ao concreto. Eram somente as escadarias de um lado e o templo se erguendo do outro. Na porta do templo em si, tiramos nossos sapatos, mesmo que o aviso dissesse que não era preciso e demos uma rápida volta pelo templo. Cada lado possuía uma porta dando acesso a um altar central com uma estátua de buda. Dizem que a estátua teria sido achada na cidade onde supostamente Buda teria nascido.

Nos sentamos ao lado de uma das janelas e ficamos ali proseando por vários minutos, vendo os turistas e tailandeses indo e vindo, se ajoelhando e rezando. Foi uma bela experiência ver a vida passar em um lugar tão sagrado como aquele.

Já na descida, entramos em um café que ficava nas escadarias e pedimos um chá gelado para interromper o calor por alguns instantes. Notei que nas paredes haviam várias fotos, antigas e atuais do templo e da montanha dourada. Uma delas mostrava pessoas lá no topo, no telhado, ao lado da imensa cúpula dourada. Virei para Gabriela e perguntei:

— “Pera aí, a gente não foi lá em cima, foi?”. A resposta da Gabriela foi rápida:claro e simples”Não, não fomos”.

—  “Não, não fomos”.

Voltamos para o templo e começamos a procurar uma porta, escada, o que quer que fosse que pudesse levar ao topo. Não desistiríamos sem encontrar o caminho para o telhado. A maldi… digo santa porta se escondida em uma das laterais. Era difícil de ver, quase um segredo, um segredo que nos passou batido minutos atrás.

Enfim, lá estávamos no topo do Templo da Montanha Dourada. Sem dúvida, tivemos umas das mais belas experiências da viagem. Bangkok vista de outra perspectiva, de outro angulo, de uma maneira nova. O céu também ajudou no resultado final. Azul claro, com nuvens desenhadas em branco, delicadas. Era final de tarde e pode ter certeza que ali era o melhor lugar para se estar naquele momento. Foi uma verdadeira boa surpresa, tudo graças a uma foto em uma parede de um café, um mero detalhe que salvou o dia.

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