Nosso Roteiro pela Colômbia – Bogotá e arredores


Finalmente tive tempo pra escrever sobre o que fizemos em Bogotá. Foram 3 dias intensos visitando tudo que Bogotá e os seus arredores têm de melhor. Confere aí embaixo um  resumo do que fizemos nessa cidade incrível.


Por assunto:

  1. Como chegamos
  2. Onde nos hospedamos
  3. O que fizemos
  4. Onde comemos

Como chegamos

Voo direto de Montreal até Bogotá pela AirCanada. Voo tranquilo, mas foi bem na época que o furacão Matthew passou pela região. Deu pra ver a destruição que ele causou quando passamos por cima do Haiti.

Onde nos hospedamos

Durante os nossos 3 dias em Bogotá, nos hospedamos no hotel Ibis Bogota Museo, que fica bem pertinho do centro da cidade e do centro histórico. Preço razoável e café da manhã incrível. Fomos a pé para todos os pontos turísticos da região e foi tranquilo. Mesmo andando de noite, nos sentimos seguros pois haviam muitos policiais nas ruas.

O que fizemos

Bogotá tem muita coisa pra fazer. É uma das maiores cidades da América do Sul e tem um legado cultural e histórico muito importantes. Tentamos focar no principal, o Centro Histórico, os principais museus e o Cerro Monserrate. Pertinho de Bogotá, também visitamos a cidade de Zipaquirá pra conhecer a famosa Catedral de Sal.

Centro Histórico

Tire pelo menos um dia para conhecer todo o centro histórico de Bogotá. Começamos pela Plaza de Bolívar, onde estão Catedral Primada, o Capitolio Nacional, a Palacio de Justicia e bem pertinho dali, a Casa de Nariño, a residência oficial do presidente da Colômbia. Se você viu Narcos (série da Netflix) recentemente, então, a visita vai ficar muito mais interessante.

No caminho entre a Plaza de Bolívar e a Casa de Nariño, visitamos Museo Colonial y Museo Santa Clara (Carrera 8 #8-91), que funciona em uma antiga igreja, bem impressionante, diga-se de passagem. A entrada é paga. Para mais informações, é só acessar esse link.

Museo Botero

Quem nunca viu nos livros de história do ensino médio, alguma obra do pintor/escultor Fernando Botero? Os quadros mais famosos do pintor e de seu acervo pessoal foram doados ao governo colombiano e hoje fazem parte do acervo do Museo Botero em Bogotá (Calle 11 No. 4-41). As obras são marcadas pelo volume exagerado. Lá você vai encontrar a Monalisa e o quadro “Una Familia”, além de pinturas de Pablo Picasso e Degas.

Resumindo, a visita ao museu Botero é obrigatória e vale cada centavo mesmo (até porque não pagamos nada! O museu é gratuito). Ainda sobrou tempo para sentarmos no jardim central do museu para apreciar o pôr do sol (recomendo) por alguns minutos.

Museo del Oro

Visitamos o Museo del Oro (Carrera 6, #15-88) já no finalzinho da tarde. O lugar é bem organizado e tem muitas peças interessantes. Como o próprio nome diz, o museu é dedicado à mostrar toda a arte pré-colombiana feita em ouro. Achei a visita interessante. Se você quiser mais informações, é só acessar o site do museu aqui.

Cerro de Monserrate

Cidade de Bogotá vista do Cerro Monserrate

Fomos em nosso último dia em Bogotá. Existem duas opções para subir. A primeira opção é através do funicular (muito parecido com o trenzinho que leva ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro). A segunda opção é através do teleférico. Na minha opinião o teleférico é melhor dentre elas por conta da vista. Pode-se subir também andando, mas li relatos de assaltos por lá, então não recomendo. Pagamos 10000 pesos/pessoa pelo trajeto ida e volta (2016). O preço ao que parece é menor aos domingos (normalmente custaria 18000 pesos) devido às missas realizadas na Basílica del Señor de Monserrate, localizada no alto da montanha.

Do topo, nós entendemos o porquê das pessoas recomendarem tanto esse local. Bogotá parecia uma maquete daquelas que encontramos em museus por aí. Os prédios mais altos da cidade não eram mais tão altos assim vistos lá de cima. Além disso, não conseguimos ver no horizonte onde a cidade terminava, e olha que Bogotá nem é uma das maiores cidades do mundo.

Catedral de Sal de Zipaquirá

A Catedral de Sal (site oficial) foi construída dentro de uma antiga mina de sal nos anos 90. A antiga catedral foi desativada por problemas de construção e conservação. Entretanto, sua história começa há vários séculos atrás quando os povos indígenas extraíam sal dessas minas para comercializar com outros povos da região.

A entrada custa 50000 COP para estrangeiros (2016) e você pode visitar a Catedral de Sal de duas formas: com guia ou por conta própria. O guia é gratuito, então aconselho essa opção. Ela ou ele explica toda a história da mina e o porquê de cada pedra e de cada local. Outra dica é tirar as fotos na volta do passeio, ou seja, aproveite bem as explicações e quando estiver saindo da mina tire as fotos que quiser, você vai me agradecer depois!

Pra chegar na Catedral de Sal você vai ter que ir para Zipaquirá. A forma mais simples é pegar um Transmilenio até o Portal del norte e de lá pegar um micro-ônibus rumo à Zipaquirá. Esses micro-ônibus ficam estacionados do lado de fora da estação e você pode identificar os destinos pelas placas ou pelo grito dos cobradores (muito parecido com o Brasil!). Pagamos 9500 COP por duas passagens do Portal del norte até Zipaquirá.

Onde comemos

Todos os restaurantes que visitamos foram escolhidos através do TripAdvisor. Eles são:

  • Capital Cocina y Café: Foi onde tivemos a nossa primeira experiência com o suco de lulo. Recomendo bastante esse restaurante. É bem pequeno, mas a comida é fina e de qualidade.
  • Casa del Choro (Zipaquirá): Foi a nossa escolha para almoçar depois de visitar a Catedral de Sal. Só uma palavra, FENOMENAL. Se você for em Zipaquirá, não deixa de comer aqui.
  • Andrès DC: se você vai à Bogotá, tem que visitar um dos restaurantes da franquia Andrès Carne de Res. É uma experiência a parte e a comida é super saborasa. Só se prepara pro preço que é um pouco salgado, mas vale a pena.

Conclusão

Bogotá e os seus arredores nos lembraram bastante o Brasil. De todas as cidades que visitamos na América Latina, Bogotá seria a mais brasileira de todas. As pessoas sempre pareciam dispostas a ajudar e sempre com um sorriso na rosto. Além disso, a comida deixou suas marcas. Cada uma melhor do que a outra e com preços relativamente acessíveis. Não sabíamos muito bem o que esperar quando chegamos, mas saímos com a impressão de que tudo foi além das expectativas.

O que você achou?

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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