Mont Saint-Hilaire


Toda a cidade tem um cantinho onde os habitantes locais podem fugir um pouco do barulho e se distanciar da vida corrida e agitada do trabalho. Montreal tem um bocadinho desses lugares, mas um em particular nos chamou a atenção. Estou falando do Mont Saint-Hilaire, que fica cerca de 35 km de Montreal e é um dos montes mais altos da região, com 413 metros de altura. Esse local é super conhecido pelos montrealenses e é uma forma de turismo alternativo que quase nenhum turista que visita a região tem conhecimento.

O Mont Saint-Hilaire fica em uma reserva natural que compreende a própria montanha e mais uma área de preservação ambiental sob administração da universidade McGill. Sim, uma das maiores universidades do Canadá mantém e preserva um parque natural. Não é legal?

Curiosidade sobre o Mont Saint-Hilaire

O terreno onde se localiza o Mont Saint-Hilaire pertencia à Andrew Hamilton Gault, uma pessoa muito influente aqui no Canadá. Após sua morte em 1958, o terreno foi doado à universidade McGill, onde o próprio Gault havia estudado. Foi transformado pela mesma em uma reserva ambiental com o nome em homenagem ao ilustre doador do terreno, Reserva Natural Gault.

Vamos ao que mais interessa: subir o Mont Saint-Hilaire. Pra falar a verdade, pode-se fazer várias coisas por aqui, como caminhadas, trilhas básicas, visitar um lago, etc. Entretanto, a principal atividade é tentar chegar em um dos vários mirantes que dão visões diferentes da região.

Bem na entrada da reserva, logo após o estacionamento, você pode escolher qual trilha vai encarar baseado no tempo de caminhada, na quilometragem, no destino final e em sua altitude máxima. No total são 8 opções de trilha, e cada uma diferenciada por cores. Os destinos finais principais são o Lago Hertel, os mirante Burned Hill (300 m), Dieppe (371 m), Rocky (400m) e o mais alto, o Pain de Sucre (413 m).

Falando nas trilhas, elas são super bem sinalizadas, informando as direções e as distâncias até o ponto final de cada trilha. Dentro de cada uma delas, sinalizações nas cores respectivas informam que você não está perdido! O nível geral de dificuldade é de fácil-moderado na parte mais baixa e moderado-difícil já perto dos mirantes. Entretanto, vimos várias crianças que faziam o percurso, então não acho que isso vai ser um problema.

Saímos de casa bem cedo. Chegamos à reserva por volta das 10h30. Não tinha quase nenhum transito e o movimento estava muito tranquilo. Fomos no começo da primavera, quando as árvores estão começando à ganhar folhas e o clima fica super agradável. Faziam por volta de 15 graus.

✅ Dica: na época quente, vá bem cedo! As trilhas abrem as 8:00 da manhã. Se você chegar por volta das 11h, ainda vai encontrar a reserva relativamente vazia, lugar para estacionar e nenhum engarrafamento. No dia que fomos, saímos por volta das 14:00 e a fila para entrar era quilométrica!

Primeiro mirante do dia: Rocky (400 m)

Resolvemos pegar a trilha azul que levava ao mirante Rocky, o segundo mais alto da reserva. No caminho passamos pelo lago Helter, formado pelo degelo que ocorre na região todos os anos e que fica elevado dentro da reserva. A trilha até o mirante foi de aproximadamente 3.8 km, começando bem tranquila e aumentando a dificuldade à medida que chegávamos ao mirante.

Como fomos no começo da primavera, as trilhas estavam com muita lama e um pouco complicadas para caminhar devido ao degelo que ocorre nessa época do ano. Além disso, o verde das árvores estava bem tímido. Demora umas 2 semanas até que as árvores se recuperem do longo inverno, e quando fomos, esse processo estava somente começando.

A vista do mirante é bem interessante. Foi legal ver Montreal bem pequenininha no horizonte. Os prédios e a imponência da cidade não pareciam nada lá de cima. Como a região é basicamente plana, deu pra ver bastante dali de cima.

A única coisa ruim foi o vento que fazia a sensação termica ficar um pouco abaixo do confortável. Nada de mais, pra falar a verdade! Ficamos ali por uns 15 minutos até vermos que existia um outro mirante, que tinha uma visão mais privilegiada da redondeza. E lá estavamos indo em direção ao mirante Dieppe.

Segundo mirante do dia: Dieppe (371 m)

Voltando pela mesma trilha, chegamos no entroncamento que leva ao mirante Dieppe, ponto final da trilha verde. A visão de lá é praticamente a mesma, só que mais de camarote. Não tinha nada entre nós e o vale, diferente do mirante Rocky. Ficamos lá por uns 20 minutos, comemos, nos hidratamos e voltamos pela trilha verde até a entrada do parque. No total, foram 10 km de trilha, tudo em umas 4 horas.

Mais informações:

Site oficial: gault.mcgill.ca

Horário de funcionamento: as trilhas abrem sempre as 8:00 e o fechamento pode variar de acordo com a época do ano. Você pode consultar mais aqui, além do estado atual das trilhas.

Custo: CAD 7.00 por pessoa (crianças pagam menos, assim como existe um pacote por família, não importando a quantidade de filhos).

Dificuldade: fácil à moderada. Exige um pouco mais fisicamente perto dos mirantes, mas nada que seja intransponível.

O que levar: tênis e roupas apropriados ao trekking e a época do ano. Bastões de trekking podem ajudar, mas não são obrigatórios. Você pode alugar alguns equipamentos na própria reserva, mas fica à seu critério. Leve um lanchinho leve (pão, bolo, barra de cereal, etc.) e pelo menos 1 litro de água.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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