Retomando o fôlego no Mont-Ouareau


Depois de algumas semanas sem nenhuma trilha ou montanha, decidimos retomar as atividades (ou fôlego, melhor dizendo) e nos aventurar nas proximidades de Montreal. Desta vez, desbravamos o Mont-Ouareau, localizado na região da Lanaudière, a 130 km ao norte da cidade.

A trilha ao cume do Mont-Ouareau começa em um pequeno estacionamento (coordenadas no final do post). Diferentemente de outros montes da região, aqui não existem caminhos alternativos. Subimos e descemos pela mesma trilha, em um total de 5 km. Essa trilha leva a um mirante rochoso onde a maioria das pessoas descansa e faz a trilha de volta ao estacionamento. Entretanto, existe uma extensão de trilha (que vai acrescentar mais uns 5 km de caminhada) que leva a mais dois mirantes.

Início da trilha ao Mont-Ouareau, Quebec.

Falando na trilha propriamente dita. A sinalização e o estado de conservação eram satisfatórios. As placas (no início vermelhas e brancas e mais para cima azuis e brancas) eram constantes durante todo o caminho. Algumas vezes tivemos que parar para nos localizar, mas nada fugindo do normal.

Chegamos por volta do meio dia. O céu estava bem azul e com poucas nuvens, sem nenhuma possibilidade de chuva. Estávamos esperando, entretanto, calor intenso. Para a nossa surpresa (boa surpresa), mesmo com o calor, estava fresco dentro da mata.

A trilha começa no próprio estacionamento. Até o primeiro mirante, com visão privilegiada da região e do lago Ouareau, a trilha foi tranquila, com alguns momentos de subida forte, mas bem tranquilos. A parte mais puxada, no entanto, foi após o primeiro mirante, rumo ao segundo e último. 

Vista incrível do lago Ouareau

Após uns 40 minutos de subida, nos deparamos com a bifurcação que leva ao primeiro mirante. A placa informava que ele estaria à 1 km mata a dentro. O que não foi o caso. No máximo uns 200 metros. Éramos os únicos no primeiro mirante. Não sei de fato o porquê, mas isso foi um presente. A vista de lá era incrível. Dava pra ver os barcos, bem pequenininhos, se movendo lentamente no lago Ouareau, que por sinal era imenso. Ficamos ali por alguns minutos apreciando a vista antes de retornar a trilha.

Vista do primeiro mirante. Ao fundo, o lago Ouareau, mesmo nome da montanha.

Rumo ao cume do Mont-Ouareau

Retomamos a trilha rumo ao segundo mirante, cume do Mont-Ouareau. Conforme íamos nos aproximando do cume, mais a vegetação se diferenciava, ficando mais rasteira, com mais pinheiros e rochas aparentes. Devo dizer, foi a parte mais exigente da subida. O cansaço era amenizado pela beleza do lugar. Muitas flores, árvores com pequenas frutinhas e uma trilha repleta de vida deixavam as coisas um pouco melhores.

Chegamos finalmente ao cume, depois de alguns minutos de caminhada um pouco mais exigente. Lá, uma pequena clareira rochosa com vista parcialmente encoberta por pinheiros já abrigava uma dezena de pessoas, dentre elas, crianças. A trilha continuava por mais 5 km até outro lago, mas decidimos ficar por ali, aproveitando a vista, enquanto recarregávamos as energias para a descida.

Posso dizer que o Mont-Ouareau foi bela surpresa. Foi de fato uma das nossas melhores trilhas até hoje. Dificuldade moderada, belas vistas e acima de tudo muito verde. Em outras palavras, tudo o que procuramos em nossas escapadas por aí.

Mais informações:

Sites úteis: Mont-Ouareau – Site oficial da região da Lanaudière/Quebec

Como chegar: Carro. Seguem as coordenadas do estacionamento: 46.252066, -74.127905.

Horário de funcionamento: Aberto durante todo o ano (sem horário de funcionamento definido).

Custo: Gratuito (estacionamento e trilha).

Dificuldade: fácil à moderada.

O que levar: tênis e roupas apropriados para trekking e para a época do ano. Bastões de trekking. Leve um lanchinho (pão, bolo, barra de cereal, banana, etc.) e pelo menos 2 litros de água. Repelente para mosquitos e protetor solar também são muito importantes, principalmente no verão!

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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