La Paz e meu primeiro mal de altitude


Primeira viagem internacional ninguém esquece. lá estávamos nós indo para La Paz. Sabia que a cidade estava a quase 4000 metros de altura em relação ao nível do mar. A mente estava preparada para a altitude, mas não sabia exatamente o que isso significaria para o meu corpo.

Já na chegada, ao sair do avião, podia sentir uma pequena falta de ar. Pequena é jeito de falar. Não conseguia puxar ar suficiente e foi um pouco desesperador no começo. Entretanto, depois de alguns minutos, o corpo pareceu se acostumar com a nova condição à ele imposta. Seria um aviso do que aconteceria mais tarde?

Uma noite bem dormida e lá estávamos nós desbravando La Paz, capital administrativa da Bolívia. Andamos por horas sem parar. Queríamos conhecer tudo o que a cidade tinha para oferecer: Iglesia de San Francisco, Plaza Murillo e o centro administrativo do país, Calle Jean e os seus museus e por fim o mercado das bruxas. O dia seria e de fato foi longo e cansativo.

Já no hotel, senti um grande mal-estar, seguido de dor de cabeça e vontade de vomitar. Era o famoso mal de altitude, perigosíssimo se não tratado corretamente. O cansaço contribuiu bastante. Pedi na recepção um chazinho de coca para aliviar o mal estar, mas não funcionou. Tínhamos comprado um saquinho de folhas de coca na rua. Masquei algumas folhas, mas nada de melhorar. Já estava perdendo as esperanças.

A última alternativa que tinha era uma bolsa de remédios que levamos para casos de emergência. Peguei uma pílula de dipirona e no meio da noite já estava na minha condição normal. O bom foi que nos demais dias, não senti mais os efeitos da altitude, e olha que no deserto de sal, fomos até 4300 metros acima do nível do mar.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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