Hanói


Hanói… ha Hanói… Um misto de sentimentos me vem à cabeça quando penso nessa cidade incrível. Tudo funciona freneticamente. Carros, motos, pessoas, comércios, comida de rua, animais… Uma verdadeira bagunça que amei e já estou com saudades.

Motos e mais motos passam sem parar pelas ruas. Não existe muito bem mão e contramão. São todos os sentidos, pra todo o lado. Atravessar a rua por exemplo virou atração turística. Você tem que experimentar pelo menos uma vez na sua vida. A regra é simples: atravessar na hora que quiser, em velocidade constante e mantendo sempre a mesma direção. Nunca faça movimentos bruscos. Como mágica, todos eles desviam de você e de repente, você já está do outro lado da rua. Dou risada pensando nisso…

O barulho também é um acontecimento por lá. Os sons são diversos. Pessoas gritando, conversando, tentando te vender alguma coisa ou serviço. Mas o que mais impressiona é sem dúvida a orquestra de buzinas. Cada uma mais intensa do que a outra. Raramente são usadas em momentos de perigo reais. São usadas para avisar que o veículo existe… Tentativa de dizer para os outros: “Estou passandoooooo seu m.”. Uma verdadeira barulheira.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a arquitetura característica do centro da cidade. Não estou falando dos arranha céus ou dos prédios herança dos tempos coloniais. Estou falando do comércios, restaurantes, hotéis, que de alguma forma foram sendo construídos de forma desordenada, e hoje compõem algo único. Era uma experiencia a parte de perder nessas ruelas e simplesmente andar, admirar o caos e a desordem das construções.

Finalmente a comida. Cada ruela é recheada de restaurantes, dos populares com letreiros intraduzíveis até as opções com hambúrgueres e pizzas destinadas a turistas americanos. Garantia de higiene? Nenhuma… Garantia de procedência dos alimentos? Tão pouco. A graça está aí. Se aventurar sem se preocupar como foram feitos ou de onde os alimentos vieram… o resultado final é o que conta. Tudo delicioso e bem temperado. Gostos que nunca senti…

Hanói é o perfeito exemplo de turismo sensitivo. Você tem que visitar esse lugar para descobrir sentidos que não tinha ou pra colocar a prova os que você já sabe que tem. Cada esquina guarda uma surpresa que pode te chocar, intrigar, te fazer sorrir… Enfim…

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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