Estávamos em Fernando de Noronha, eu e o Victor, meu namorado. Fomos mergulhar na Praia do Sueste, um dos melhores lugares pra observar a vida marinha em Noronha. Dava pra ver que o mar estava cheio de filhotinhos de tubarão-limão. Ficamos super felizes e tiramos fotos até dizer chega.

Colocamos o snorkel e pulamos na água. Enquanto a gente se esbaldava com a beleza marinha daquele lugar, vimos um tubarão enorme. Quase caguei nas calças de tanto medo! Foi a hora que decidi sair da água e tomar banho de sol na areia. O Victor, continuou no mar mergulhando.

Tirei um cochilo e fui acordada pela movimentação dos fiscais da praia que pediam pra todo mundo sair da água. E todo mundo saiu da água. Fiquei preocupada porque não via o Victor em nenhum lugar e fui perguntar o que estava acontecendo.

Fui informada que o horário de funcionamento da praia era só até às 16 horas porque no final do dia os tubarões se alimentam. Isso aumenta consideravelmente o risco de ataque. Até aí tudo bem, se não fosse o paradeiro do Victor.

Quando vi, ele ainda estava dentro da água, super longe, mergulhando sozinho, parecia uma sereia, nadava lentamente, e não tirava a cabeça da água por nada. Gritei, gritei e gritei… Acenava de todo jeito, e nada! Foi quando ele me notou desesperada na beira da praia e não entendeu o que estava acontecendo.

O fiscal teve que ir até ele pra avisá-lo do perigo. Eu só pensava que ele ia virar comida de tubarão. Por fim, ele viu que era pra voltar e veio nadando na maior calma do mundo e eu surtando na praia. Fiquei com muita raiva, mas hoje rimos bastante do que aconteceu.