A Cidade do Panamá


O Panamá sempre foi um ponto de conexão dos nossos voos em direção ao Brasil e de volta para Montreal. A Copa Airlines era umas das únicas que faz voos diretos para Brasília, sem passar por nenhuma outra cidade brasileira. Dito isso, resolvemos em uma dessas conexões prolongadas na cidade do Panamá aproveitar e fazer um “fast tour”. Confere ai embaixo como foi.

Nosso objetivo era conhecer o principal em no máximo 5 horas (nossa conexão seria de 11h). No roteiro estavam o famoso canal do Panamá e o Casco Viejo. Saímos do avião e fomos direto para a imigração que fica em uma área inferior, descendo um pavimento da área de embarque. Lá, o oficial de imigração pediu os passaportes e os certificados internacionais de vacinação contra a febre amarela (⚠obrigatório pra quem quer deixar o aeroporto).

Tudo ocorreu bem e estávamos pela primeira vez do lado de fora do aeroporto em anos de conexões por lá. Li em vários relatos que a melhor forma de fazer um bate e volta pela cidade seria fechar o tour com um taxista, que ficam parados em fila bem na saída do aeroporto e se não me engano, os carros são todos brancos. Pagamos USD 100 para o transporte de 4 pessoas e o taxista ainda foi o nosso guia turístico durante toda a viagem.

Panamá e um pouco de sua história

Pedimos para tomar café da manhã antes de qualquer coisa. O taxista nos levou em um local bem típico da cidade, nada sofisticado. Ele pediu empanadas com linguiça e café com leite para todos, inclusive para ele ☕. Vou dizer que não caiu muito bem. As empanadas estavam escorrendo óleo! Tínhamos um voo de quase 6 horas pra pegar e passar mal ali seria bem tenso.

Café tomado, fomos em direção ao Casco Viejo, centro histórico da Cidade do Panamá. No caminho, o taxista nos explicou a origem do nome Panamá. Ele disse que a palavra Panamá significava “abundância de peixes e mariposas” (sei que existem outras versões, mas gostamos dessa). Ele parecia um professor nos pedindo para repetir e completar tudo que falava sobre o país 👍.

No caminho até o Casco Viejo, passamos pelas ruínas do que foi a cidade nos seus primeiros anos de vida. A cidade do Panamá foi fundada em 1519 e foi umas das primeiras na América. De fato, o primeiro assentamento europeu na América continental foi ali, no ano de 1503. Isso tudo, soubemos através de nosso guia-taxista 😎.

Mais para frente, o taxista nos mostrou um condomínio fechado que está em plena expansão. Era enorme! Uma verdadeira cidade, com tudo que se tem direito dentro, e é claro, cercada por muros. o país vem passando por um boom econômico que deixou muitos panamenhos ricos. A forma que essas pessoas encontraram para usufruir da riqueza sem ter contato com a parte mais pobre e com a criminalidade, foi construir um local cercado, que tem lojas de grifes famosas, carros de luxo e tudo mais. A triste desigualdade tão presente nos dias de hoje.

F&F Tower, cidade do Panamá. O design do prédio impressiona!
F&F Tower, cidade do Panamá. O design do prédio impressiona!

O último ponto antes do Casco Viejo foi o F&F Tower, famosa pelo seu formato diferente. De fato, o prédio é muito bonito e vale a pena dá uma conferida. Passamos de carro por ele e acho que já valeu a pena.

O centro histórico da cidade do Panamá

No tour com o nosso amigo taxista, conseguimos conhecer bem o famoso centro histórico da cidade do Panamá. Vale parabenizar o trabalho que o governo local tem feito para restaurar os prédios de lá. Vimos muitas obras de revitalização em curso e várias já finalizadas. Entretanto, segundo nosso guia, o Casco Viejo ficou abandonado e ficou a margem da administração pública por muitos anos. Hoje, com o crescimento do turismo na região, o governo desapropriou várias famílias que moravam ali para revitalizar os prédios. Não sabemos para onde elas foram levadas entretanto 😟.

Nosso cronograma seria a Iglesia La Merced, Plaza Herrera (onde se encontra a estátua do General Tomas Herrera), a Iglesia San José, a Plaza de la independencia, a Plaza Bolivar, o Palácio Bolivar, a Iglesia San Francisco de Asis e por fim o corredor artesanal e a Plaza Francia.

Gostei bastante da Iglesia San José, que por fora é bem simples, mas no interior ostenta um altar totalmente feito de ouro. Vale a pena a visita. Outro ponto legal foi o corredor artesanal que leva à Plaza Francia. Além de poder dar uma conferida no artesanato panamenho, o local proporciona uma visão linda da cidade do Panamá no horizonte. A vista é ainda melhor da Plaza Francia. Lá, ele nos explicou a origem do mito do Chapéu Panamá, falando que o ele não era panamenho e sim equatoriano! Como assim? Todos esses anos enganado! 😱.

Vista da Cidade do Panamá.
Vista da Cidade do Panamá.

Falando na Plaza Francia, essa praça é muito especial, pois presta homenagem à todos os franceses que morreram (principalmente de febre amarela e malária) na construção do canal do Panamá no final do século XIX. Além disso, ele também presta homenagem ao cubano Carlos Finlay, que estudou e publicou inúmeros estudos sobre a febre amarela, salvando assim milhares de vidas.

O canal do Panamá

Entrada de acesso ao Canal do Panamá.

Saímos do Casco Viejo e fomos em direção ao canal do Panamá. Acho que para a maioria das pessoas que vem para o Panamá, visitar o canal é parada obrigatória. Ele fica um pouco distante do Casco Viejo. No caminho para o canal, passamos por uma instalação do exército panamenho. O fato interessante aqui é que antes, era o exército americano que tomava conta do local. De fato, os EUA só cederam o canal do Panamá aos panamenhos no ano de 1999 (foram quase 100 anos de domínio).

O ingresso dá direito à visita à um museu, uma apresentação em vídeo sobre a construção do canal e o acesso ao deck de onde se pode ver de fato os navios indo e vindo. O museu é mais ou menos. São (se não me engano) 3 andares de exposição. Achei mais interessante a parte onde falam sobre as pessoas que participaram da construção do canal e a réplica da cabine de um navio de carga, que você pode se sentir pilotando o mostro de metal. Tirando isso, nada de mais.

A apresentação em vídeo, entretanto, vale muito a pena. Bem didática e bem editada, você descobre tudo sobre o canal, desde o início até os dias atuais, com a construção do canal ampliado para navios maiores. A sala é tipo um cinema e eles disponibilizam apresentações em inglês e espanhol.

Por fim, acho que a parte mais interessante do passeio é ver o funcionamento do canal “for real“. O deck fica no último andar do prédio, que dá pra ser acessado via elevador ou escadas. Lá tivemos uma visão privilegiada do canal original e bem ao fundo do canal ampliado (construído recentemente e que é duas vezes mais largo que o original). Eles avisam em um monitor quando o próximo navio vai passar, então dá pra se programar e chegar no momento exato. Foi o nosso caso.

Metromall e despedida da cidade do Panamá

Voltamos par ao aeroporto e ainda tínhamos 5 horas antes do horário de embarque. Resolvemos ir para o Metromall, um shopping super famoso da cidade. Lá, íamos almoçar e passar o restante das horas antes do voo. O próprio shopping disponibiliza uma van gratuita que te leva e trás, basta escolher o horário da volta. Almoçamos por lá, comemos uma comida deliciosa (não lembro o nome do restaurante 😰). Aproveitamos para ver a final da Champions League (Real Madrid x Juventus), que passava em telões imensos instalados na praça de alimentação.

Depois de várias horas na cidade do Panamá, voltamos para o aeroporto Tocumen. Esperamos algumas horas e lá estávamos nós, voltando pra casa. Um dia provavelmente não foi o suficiente pra conhecer tudo, mas foi sem dúvida o bastante. O Panamá sem dúvida ainda vai ser um ponto de parada, e quem sabe, possamos ficar mais um pouco lá, pra conhecer as praias, a natureza e nos aprofundar ainda mais na sua cultura.

Imagem destacada: Pixabay.com

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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