As lições de um mochilão de baixo custo para o México

E lá vem ele com esses títulos estranhos que tentam dizer qualquer coisa sobre alguma coisa. Sim, hoje quero falar sobre o nosso primeiro e verdadeiro mochilão de baixo custo e como ele me ensinou sobre mim mesmo.

Destino? México. Ano? 2011. Ainda era jovem. Tinha acabado de fazer o meu primeiro mochilão e queria mais. Convenci Gabriela que deveríamos fazer um mochilão verdadeiro, de raiz. E pra mim isso significaria ter muitos dias de ferias, gastar o mínimo possível e não reservar nenhum hotel com antecedência.

Conseguimos 1 mês de férias, como não ser mochileiro com esse tanto de dias? Ahhh… estava nas alturas. O itinerário era ainda melhor. Coloquei todas as principais ruínas (Maias, Aztecas, Olmecas, Caratecas…) e as principais praias perto de Cancún. Estava empolgado.

Viagem em curso e o cronograma se cumpria dia após dia. As primeiras ruínas foram incríveis. Teotiocan foi, com o perdão da palavra, do c… Piramides gigantescas em pleno continente americano não se vêm todos os dias. A cidade do México foi também uma experiência a parte. Grande, barulhenta, cheia de gente. Voltaria sem dúvidas pra lá. Após visitar Palenque, que para mim seria a repetição perfeita do que havia sentido em Machu Picchu, começamos a ver que as rochas não estavam mais tão interessantes assim.

O baixo orçamento da viagem nos forçava a gastar menos com restaurantes caros e refeições balanceadas a cada dia. Vivemos a base de miojo, salgadinhos e biscoitos. Sim, essa foi basicamente a nossa dieta durante toda a viagem. Também fizemos todos os deslocamentos internos de ônibus, coisa que todo mochileiro deve fazer. Qual modo mais barato (tirando a carona, esse sim é mochileiro raiz raiz) do que o ônibus? Cidade após cidade, chegávamos com a certeza de ter gastado o menor valor possível. Resultado disso tudo? Dores nas costas que nunca imaginei ter e em um trecho específico, entre San Cristóbal de las Casas e Oaxaca, quase fomos parar no hospital com enjoos e mal estar.

Como planejado, deixamos para ver no momento da chegada onde dormiríamos. Não tem como ser mais mochileiro que isso. A estratégia funcionou perfeitamente até o dia em que perdemos mais de 3 horas procurando um hostel e acabamos dormindo em um que parecia um calabouço medieval em San Cristóbal de las Casas.

Tá, e a lição que você disse que aprendeu? Descobri que eu não sirvo pra ser mochileiro raiz – pelo menos não o modelo que eu tinha montado na minha cabeça. Esse mochilão serviu para iniciar um processo de descoberta que evidenciaria quais eram as minhas preferências em uma viagem. Ficou claro que não devo seguir rótulos ou padrões pré-fabricados do que é ou não é ser um mochileiro. Acho que posso criar o meu próprio parâmetro, não é? Claro que pode Marcos!

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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