Antigua, Cerro de la Cruz e o cafezinho não planejado


Às vezes, curto momentos não planejados. Se você acompanha nossas crônicas já deve ter percebido isso. Foi o que aconteceu quando fomos ao Cerro de la Cruz, em Antigua.

Fizemos o que todo turista faz quando vai à Antigua. Reservamos uma manhã inteira para ir ao Cerro de la Cruz. De lá de cima, Antigua, que já é pequena, fica ainda menor. Apesar do dia um pouco nublado, conseguimos apreciar o Vulcão Agua, imponente, plano de fundo da cidade. Já disse que Antigua é pequena? Pois bem, fomos andando do hostel até o Cerro de la Cruz. Recomendo e faz bem para o coração.

Bom, esse texto não é sobre o que passamos lá em cima. A grande experiência foi de fato na descida, quando passamos em frente a um café. Na porta, uma super promoção. Na compra de um cappuccino, um bolo de cenoura acompanhava. Tudo isso por uma pechincha. Difícil de acreditar, mas resolvemos conferir assim mesmo.

Entramos no pequeno café, que não tinha mais de 3 mesas e algumas cadeiras, todas diferentes umas das outras. O melhor spot era sem dúvida perto da janela. Dois banquinhos com visão privilegiada para a rua, enfeitada com flores, uma chaleira velha e um telefone retrô. Era hora agora de ver se a tal promoção valeria a pena. Só pelo lugar acho que já valeria…

Pedimos a promoção do cappuccino e vimos a mágica acontecer. O barista ligou a máquina, colocou os grãos, preparou o leite em uma daquelas jarrinhas metálicas características e finalizou sua obra com um belo desenho feito com a espuma do leite que recobria o café. Virou-se, e abriu uma compota de vidro onde o tal bolo de cenoura se encontrava. Não era que nem o da minha tia ou aquele que estamos acostumados a comer no Brasil. Era mais rústico, sem cobertura de chocolate, era de fato de cenoura, e acompanhava perfeitamente o cappuccino recém-preparado.

Nos sentamos, tomamos o primeiro gole de café e demos a primeira mordida no bolo de cenoura. A sensação de conforto foi imediata. Era como se tivéssemos recebido um abraço, sabe? Como é possível? Foi uma verdadeira bela surpresa ter passado por esse café. E se você se perguntou qual é o nome do café, ele se chama Café Estudio e eu espero que você possa sentir a mesma coisa que nós, de coração, se um dia passar por lá.

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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