A necessidade de um plano de emergência: Cidade do México


Já se imaginou se perder em uma cidade grande, sem ter nenhuma boa referência, internet, ou como se comunicar direito? Gabriela e eu tínhamos acabado de chegar na gigantesca Cidade do México. Sabíamos exatamente o que fazer: sair do aeroporto, pegar o metrô e ir na direção da estação Zócalo. Linha amarela e depois linha azul. Fácil! Tudo saiu como o planejado no começo. Compramos o bilhete do metrô e logo estávamos esperando o próximo trem passar.

Pra quem nunca foi na cidade do México, o metrô de lá é um dos maiores do mundo. A malha metroviária é imensa e transporta milhões de pessoas todos os dia. Pra marinheiro de primeira viagem, pode ser complicado se locomover por ali. Nada que pudesse nos assustar, era o nosso segundo mochilão, já era macaco velho.

A porta se abriu. Uma multidão já estava nos esperando dentro do vagão. Não cabia mais uma alma viva ali dentro. O que também não esperava era a “cordialidade” dos mexicanos. Não deu para pensar muito. Uma mão misteriosa puxou Gabriela para dentro do vagão.

Nesse momento, vi de fora o tempo passar lentamente. Comecei a pensar como seria para reencontrar Gabriela. Seria na próxima estação? No destino final? Onde? Não havíamos discutido nenhum plano de emergência. Estava calmo pensando naqueles segundos intermináveis.

Voltei do transe e o resultado disso tudo foi longe de ser racional. O instinto apagou todos os segundos de racionalidade que tive anteriormente e lá estava eu, empurrando a massa de mexicanos para poder caber, eu e minha mochila.

No final das contas, me reencontrei com Gabriela no interior do vagão e chegamos sãos e salvos ao Zócalo (onde nosso hostel ficava). Antes, porém, um policial nos parou perguntando se precisávamos de ajuda. Como os mexicanos são hospitaleiros… Espera aí… Preciso de um outro plano de emergência?

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Oi, me chamo Marcos Amaral

Viajar pra mim sempre foi mais do que somente ir para outro lugar, tirar fotos ou contar o número de países que já visitei. Pra mim, viajar é viver experiências, sentir sensações únicas. Adoro escrever sobre elas. Mais do que um relato, tento traduzir o que vivi pra fazer você viajar comigo. Sou casado com a Gabriela e hoje, viajamos pelo mundo em busca de experiências únicas.

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